Em áudio, Edinho rebate matéria e chama depoimento de Vorcaro de criação de fato político

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O presidente do PT e coordenador-geral da campanha petista à presidente, Edinho Silva, rebateu a reportagem da revista Veja que aponta que o banqueiro prometeu pagar ao menos R$ 30 milhões em investimentos para um filme do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), além de favorecimento para obter contas de fundos previdenciários de estatais. Para Edinho, a divulgação de áudios do depoimento é uma tentativa de “criar um fato político” às vésperas das eleições.De acordo com a publicação, empresário relatou ter destinado R$ 30 milhões em espécie ao Instituto Lula, supostamente para financiar um documentário sobre o presidente. O banqueiro também atribuiu a integrantes do governo federal participação nas articulações para permitir que o Master recebesse investimentos de fundos de previdência.As informações constam de um áudio e de documentos obtidos pela revista, que teriam sido apresentados por Vorcaro durante suas tentativas de firmar um acordo de colaboração com as autoridades. As declarações são alegações do próprio Vorcaro e não constituem comprovação dos pagamentos ou da participação dos agentes públicos citados.Em um áudio para a militância, Edinho disse que a delação de Vorcaro foi negada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por falta de provas. O petista ainda vê uma ação para proteger o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), adversário de Lula na disputa pelo Palácio do Planalto.“[Vorcaro] faz acusações levianas e sem provas contra a campanha do presidente Lula. A declaração claramente protege o Flávio Bolsonaro”, disse Edinho.Em outro trecho da gravação, o presidente do PT ainda pede para que a militância desqualifique a matéria. “Vamos desqualificar essa matéria, vamos desqualificar uma tentativa clara de, às vésperas das eleições, criar um fato político”, concluiu.Antes mesmo da divulgação da reportagem, a campanha de Lula passou a atuar nos bastidores para minar os efeitos da publicação. Os advogados Marco Aurélio de Carvalho, que preside o Grupo Prerrogativas, e Reinaldo Santos de Almeida acionaram a Polícia Federal para investigar uma suposta articulação de Daniel Vorcaro para favorecer a eleição de Flávio Bolsonaro.No documento, os advogados usam como referência áudios atribuídos ao banqueiro citando membros da campanha petista e negociações para que ele dê entrevistas para redes de TVs. A dupla ainda pede prioridade na investigação e afirmam que as imputações feitas pelo banqueiro “não encontram respaldo em elementos de prova”.“Caso venham a ser divulgadas nos próximos dias, por qualquer meio, imputações atribuídas direta ou indiretamente ao custodiado contra o Presidente da República ou integrantes do Governo Federal, a verificação prioritária de sua correspondência com o material aqui noticiado e de sua origem, observada a delimitação quanto ao trabalho jornalístico”, afirmam os advogados.Por meio de nota, a campanha de Lula classificou a reportagem da Veja como uma “peça eleitoral irresponsável com acusações sem provas”. “É estarrecedor que, a duas semanas do segundo turno das eleições presidenciais, a revista Veja estampe em sua capa acusações gravíssimas sem apresentar uma única prova. A reportagem é uma peça eleitoral irresponsável baseada em outra peça eleitoral: o suposto depoimento de Daniel Vorcaro, construído sobre acusações sem comprovação, com o evidente propósito de tumultuar o processo eleitoral e favorecer o adversário. Esse depoimento não existe, não há registro dele na Polícia Federal. Não há registro de delação com esse conteúdo que tenha sido aceita pelo Ministério Público e Polícia Federal. Portanto, uma farsa”, diz um trecho do comunicado.“A própria Veja reconhece que a Procuradoria-Geral da República não deu prosseguimento às acusações por falta de provas. Mesmo assim, transforma uma mentira em capa da revista. Não aceitaremos que acusações sem provas e vazamentos seletivos sejam usados como arma eleitoral. As medidas judiciais cabíveis serão tomadas contra as calúnias e eventuais irregularidades na divulgação dessas informações”