Maiores beneficiárias serão as mulheres, que têm jornada de trabalho e jornada em casa, diz Alckmin sobre fim da escala 6×1

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O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), afirmou, nesta terça-feira (26), em Brasília (DF) que as mulheres terão os maiores benefícios com o fim da escala de trabalho 6×1 e a possibilidade de ter dois dias de folga por semana. Em entrevista a jornalistas após visitar uma concessionária de veículos na capital federal, Alckmin contou uma de suas histórias, de uma viagem ao Vale do Paraíba, em São Paulo, para exemplificar o benefício feminino com a mudança na lei trabalhista.“Parei em uma beira de estrada para fazer um lanche e a moça que estava no balcão me cobrou quando ia acabar a escala 6×1. (Ela disse), eu posso trabalhar sábado… posso trabalhar domingo, não tem problema. Agora, eu preciso de dois dias, porque tenho duas filhas para criar, tenho casa para cuidar e não tenho empregada”, afirmou Alckmin. “Acho que os maiores beneficiários serão as mulheres que, além da jornada de trabalho, têm a jornada em casa”, completou.Para o vice-presidente, o acordo anunciado nesta segunda-feira (26) entre governo e Câmara dos Deputados – com um período de transição para o fim da jornada 6×1 e a redução de jornada de trabalho de 44 horas, para 42 horas e para 40 horas semanais em até um ano – foi um “bom entendimento” e em um “formato inteligente” de aplicação. “Cabe ao Congresso discutir, avaliar, debater e decidir. Legislação é tema do Congresso”, afirmou.Segundo Alckmin, há uma tendência mundial de redução de jornada de trabalho, pois a tecnologia permite “fazer mais com menos gente”. Ele citou exemplo até mesmo de atividades com capital humano intensivo, com agricultura e indústria. “Você pega a agricultura, setor primário da Economia, está toda mecanizada. Não vai ter nem tratorista, vai ser trator autônomo. A indústria vai ser muita automação e robô”, concluiu.