O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve reunir seu gabinete na quarta-feira (27) em Camp David, informou uma autoridade da Casa Branca. De acordo com a fonte, os principais integrantes do governo foram convocados em um momento decisivo da guerra contra o Irã.As conversas sobre um possível acordo de paz com o Irã se intensificaram nos últimos dias, enquanto o presidente avalia um caminho para interromper os combates, reabrir o Estreito de Ormuz e concluir negociações sobre questões nucleares em até 60 dias.Há forte pressão política sobre a Casa Branca para resolver o conflito, com eleições legislativas importantes se aproximando nos próximos meses.A rara reunião fora da Casa Branca deve contar com a presença de todos os membros do gabinete, segundo a fonte. O jornal New York Post foi o primeiro a noticiar o encontro. Leia mais Negociações entre EUA e Irã avançam, mas enfrentam novos impasses Delegação do Irã retorna de negociações no Catar, diz mídia estatal Israel diz que atingiu mais de 100 alvos do Hezbollah no Líbano A reunião ocorre após mudanças significativas na equipe do presidente: a procuradora-geral Pamela Bondi, a secretária de Segurança Interna Kristi Noem e a secretária do Trabalho Lori Chavez-DeRemer deixaram seus cargos, e a diretora de Inteligência Nacional, Tulsi Gabbard, deve encerrar seu mandato no próximo mês.Esta será a primeira reunião de gabinete desde 26 de março e marcará a 10ª vez que o gabinete se reúne durante o segundo mandato de Trump.O presidente visitou o altamente restrito retiro presidencial em Maryland relativamente poucas vezes — apenas uma durante seu segundo mandato e 15 vezes durante o primeiro.Originalmente chamado de “Shangri-La”, o local é usado como retiro presidencial e espaço para receber líderes estrangeiros desde o governo de Franklin Roosevelt. O tranquilo complexo de 72 hectares possui cabanas de madeira, piscina ao ar livre, um campo de golfe, estande de tiro, pista de boliche e trilhas para caminhada.Os Estados Unidos e o Irã trabalham em um memorando de entendimento com o objetivo de encerrar o conflito. Mas divergências sobre a redação do texto, relacionadas ao programa nuclear iraniano e às sanções têm atrasado um acordo.Em meio às negociações, a Guarda Revolucionária iraniana advertiu que tem o direito “legítimo” de responder a qualquer violação do cessar-fogo.O aviso ocorre depois que as as Forças Armadas dos EUA realizaram o que classificaram como “ataques em legítima defesa” contra bases de lançamento de mísseis iranianos e embarcações na região do Estreito de Ormuz.Pesquisa: 6 em cada 10 americanos veem guerra com o Irã como erro