“Onda está a favor da Ucrânia”, diz correspondente da CNN Brasil no país

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A Ucrânia tem recuperado mais território do que perdido para as forças russas, segundo relato do correspondente internacional da CNN Brasil, Américo Martins, que enviou um vídeo gravado em um pequeno vilarejo localizado apenas 17 quilômetros das tropas russas. A cobertura foi feita diretamente da linha de frente do conflito, na região leste do país.Américo descreveu uma guerra profundamente transformada desde sua última visita ao país, há cerca de dois anos e meio.“Essa guerra, neste momento, é uma guerra muito dominada pela tecnologia”, afirmou o correspondente, destacando o papel central dos drones tanto para ataques quanto para abastecimento e deslocamento de soldados. Leia mais Drones e resistência a ataques: Américo Martins mostra situação na Ucrânia Ucrânia atinge prédio estudantil e deixa 6 mortos em área de controle russo Jato da Otan abate suposto drone ucraniano que invadiu a Estônia Tecnologia própria como diferencial ucranianoSegundo Américo, a Ucrânia tem investido intensamente no desenvolvimento de drones fabricados no próprio país, tanto os aéreos quanto os terrestres, produzindo milhares de unidades diariamente.“Os ucranianos estão sendo mais inovadores, mais rápidos, mais determinados neste processo”, relatou. Além disso, o sistema antiaéreo ucraniano também tem apresentado melhorias significativas.A estratégia adotada passa por uma busca de independência em relação à Otan e aos Estados Unidos, embora o esforço ainda seja em grande parte financiado por Washington e pelos países da União Europeia.O correspondente também destacou a intensificação dos ataques ucranianos em profundidade no território russo. A Ucrânia lançou recentemente um ataque com mais de 500 drones contra Moscou — considerado o maior ataque à capital russa em mais de um ano, segundo informações da mídia russa.“A ideia dos ucranianos é fazer com que a elite russa perceba o custo da guerra e force Vladimir Putin a abandonar a guerra”, explicou Américo. A estratégia inclui ainda forçar os russos a dispersar suas defesas, abrindo flancos na linha de combate.Dados indicam virada no campo de batalhaO Instituto para o Estudo da Guerra, organização independente baseada em Washington e referência em dados sobre o conflito, apontou que em abril a Ucrânia recuperou mais território do que a Rússia conseguiu avançar — a primeira perda líquida de território russo desde agosto de 2024.Esse dado foi mencionado durante o programa e corrobora a avaliação de Américo de que “a maré dessa guerra está mudando agora, está mudando a favor dos ucranianos”.Os ataques ucranianos também têm afetado a economia russa, reduzindo a capacidade de produção de energia e petróleo da Rússia. Instalações petrolíferas, militares e aeroportos russos foram atingidos.Por outro lado, foi destacado que o apoio político de Donald Trump a Vladimir Putin representa um fator de desincentivo para que a Rússia negocie em termos mais realistas com a Ucrânia, uma vez que Trump tem pressionado Kiev a fazer concessões exigidas por Moscou.Determinação nas regiões mais próximas ao frontDurante a gravação do segundo vídeo enviado por Américo, uma sirene de alerta de ataque com drones disparou, obrigando o correspondente a encerrar rapidamente sua transmissão.O repórter percorreu o país de oeste a leste, passando por Lviv, Kiev e Kharkiv — cidade descrita como a mais bombardeada da guerra e que chegou a ser a segunda maior do país antes do conflito —, antes de chegar ao vilarejo a 17 quilômetros das forças russas.Américo observou que, quanto mais próxima da linha de frente, mais intensa é a determinação da população local em resistir. “Aqui, eles estão determinados a lutar”, concluiu o correspondente, que retornava ao Reino Unido de trem ao longo de uma viagem de 31 horas. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.