Fontes: Governo vê jogo duplo de Trump após encontro com Flávio Bolsonaro

Wait 5 sec.

Após o encontro entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente Donald Trump, o governo federal passou a avaliar com atenção o movimento dos Estados Unidos. Segundo apuração da analista de Política da CNN Clarissa Oliveira ao Live CNN, pessoas próximas ao governo acreditam que o republicano estaria fazendo um “jogo duplo”.Preocupação com Trump, não com FlávioA principal preocupação do governo não recai sobre Flávio em si, mas sobre a postura de Trump ao recebê-lo. Clarissa Oliveira relatou que, nas conversas que teve com pessoas próximas ao governo, o encontro não é visto como algo de “preocupação zero”.“A preocupação é muito mais com o Trump do que com o Flávio Bolsonaro (PL-RJ)”, afirmou a analista. O governo não acredita que o encontro terá impacto eleitoral significativo, pois avalia que o senador dialoga apenas com a base que já é sua. Leia mais Flávio e Lula buscam Trump para mudar pauta, mas visitas têm peso distinto Itamaraty avalia que ida de Flávio aos EUA não justificava uso de embaixada Terras raras: se eleito, Flávio diz que fará parcerias estratégicas com EUA Recado nas negociaçõesA leitura predominante entre os governistas é a de que Trump estaria enviando um recado ao governo brasileiro por meio da recepção a Flávio Bolsonaro (PL-RJ).Segundo Clarissa Oliveira, a interpretação é a de que Trump estaria sinalizando: “você tem mais é que ser bacana comigo aqui nas negociações, vamos falar das coisas que me interessam aí no seu mundão, terras raras e assim por diante, porque, afinal de contas, senão eu tenho a opção de ajudar esse cara aqui nas eleições deste ano no Brasil”.A analista destacou ainda que Trump tem feito um esforço de influência sobre a América Latina, impulsionado pela sua relação com o presidente argentino, Javier Milei, e que ter um nome ligado à direita no comando do Brasil estaria longe de ser algo ruim para o líder norte-americano.Munição eleitoral para o campo governistaAliados do governo já começaram a utilizar as imagens do encontro como munição eleitoral. Clarissa Oliveira relatou ter recebido mensagens de grupos de WhatsApp de apoiadores do governo, nos quais a foto de Flávio com Trump era apresentada como prova de que o pré-candidato seria “subserviente aos Estados Unidos”.A narrativa construída pelo campo governista é a de opor Flávio, retratado como alguém que “abaixa a cabeça para Trump“, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentado como o líder que conversa de igual para igual com o chefe de Estado norte-americano e defende os interesses do Brasil.A analista acrescentou que Lula teria exigido, nos bastidores, ser recebido na Casa Branca — e não em Mar-a-Lago —, reforçando a imagem de chefe de Estado que busca tratamento equivalente nas relações internacionais. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.