A ex-deputada federal Carla Zambelli foi solta pela Justiça da Itália nesta sexta-feira (22), após a Suprema Corte de Cassação anular a decisão anterior que autorizava sua extradição para o Brasil. A decisão ocorre após uma trajetória jurídica marcada por condenações no Supremo Tribunal Federal (STF) que somam mais de 15 anos de prisão, além da perda de seu mandato parlamentar.A Jovem Pan relembra as condenações de Carla Zambelli. Veja:Invasão de sistemas do CNJEm maio de 2025, a Primeira Turma do STF condenou Zambelli a 10 anos de prisão, em regime inicialmente fechado. A sentença foi motivada pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Logo após a condenação, a ex-deputada deixou o Brasil, passando por Argentina e Estados Unidos antes de chegar à Itália em junho do mesmo ano. Na ocasião, seu nome foi incluído na lista de difusão da Interpol.Porte ilegal de arma e perseguiçãoEm agosto de 2025, o STF aplicou uma segunda sentença à ex-parlamentar: cinco anos e três meses de prisão. A condenação refere-se aos crimes de porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. O caso ocorreu na véspera das eleições de 2022, em São Paulo, quando Zambelli foi filmada perseguindo um homem com uma arma em punho em via pública.Perda de mandato e prisão na ItáliaEm dezembro do ano passado, o ministro Alexandre de Moraes determinou a revogação da decisão da Câmara dos Deputados que mantinha o mandato de Zambelli. Diante da medida, a ex-deputada apresentou sua renúncia ao cargo.Zambelli estava presa preventivamente desde julho de 2025 na Penitenciária de Rebibbia, em Roma. Com a decisão de sexta-feira, ela responderá ao processo em liberdade enquanto o Ministério da Justiça da Itália avalia, em um prazo de 45 dias, a manifestação final sobre o pedido de extradição feito pelo governo brasileiro.