StartupiColecionadores brasileiros compraram R$ 4 milhões em abril em uma plataforma francesa que mistura TV das vendas com PokémonEnquanto o live shopping ainda busca um modelo de sucesso no Ocidente, uma startup francesa aposta que a fórmula pode dar certo no Brasil desde que aplicada a um nicho específico: colecionáveis. A Jamble, marketplace de vendas ao vivo voltado para comunidades de produtos como Pokémon TCG, Magic: The Gathering e jogos retrô, anunciou seu lançamento oficial no país, posicionando o Brasil como seu principal mercado global.Apoiada pela Y Combinator, a aceleradora norte-americana mais famosa do mundo, a plataforma já apresentava operação local desde o fim de 2025. Em abril de 2026, atingiu R$ 4 milhões em GMV (volume bruto de mercadorias), o que representa uma multiplicação por oito em relação ao período anterior. No mesmo mês, processou mais de 50 mil transações — um crescimento de 300% em cinco meses.A proposta da Jamble é combinar entretenimento e e-commerce em tempo real. Vendedores realizam transmissões ao vivo diretamente pelo aplicativo (disponível para iOS e Android), enquanto compradores participam de ofertas ao vivo, com ações interativas que transformam cada sessão em um evento dinâmico. Diferentemente de plataformas em que o vídeo ao vivo é apenas um recurso complementar, a startup foi construída com uma abordagem centrada na comunidade.“O formato já transformou o comércio na Ásia, e vemos um forte potencial para uma mudança semelhante no Brasil. Estamos lançando com foco em categorias de alto engajamento, como Pokémon TCG, Magic: The Gathering, diecast collectibles e jogos retrô, segmentos em que interação e confiança são fundamentais. Nosso objetivo é criar uma experiência que vá além da transação, unindo entretenimento e comércio de forma relevante para essas comunidades”, afirma Aymar Dumoulin, cofundador da Jamble.Em poucos meses de operação no país, a startup já acumula mais de 3 mil compradores ativos e conta com mais de 400 vendedores. Em alguns casos, os vendedores estão registrando o dobro de vendas a cada mês, o que indica uma demanda reprimida por um marketplace de referência especializado no setor de colecionáveis.A segurança é um dos pilares da operação. Em um mercado onde autenticidade é essencial, a plataforma adota um rigoroso processo de aprovação de vendedores. “Confiança é a nossa moeda”, afirma Jeremy Gozlan, cofundador e CTO da startup. “Diferentemente de plataformas abertas e impessoais, contamos com um rigoroso processo de aprovação de vendedores. Cada criador é avaliado antes de iniciar transmissões, garantindo uma experiência segura e legítima para a comunidade”, reforça.A infraestrutura de pagamentos também contribui para a credibilidade: o PIX é o principal método, assegurando transações instantâneas e rastreáveis.Embora sediada em Paris, a empresa mantém um hub estratégico em São Paulo. No início de 2026, os cofundadores Aymar Dumoulin e Louis de Jenlis estiveram no Brasil visitando Rio de Janeiro e São Paulo para aprofundar conhecimento no ecossistema local.“O Brasil não é apenas mais um mercado para nós – é o mercado neste momento. A cultura social e o apetite por conteúdo ao vivo são únicos. Estamos construindo uma infraestrutura que permite que entusiastas transformem sua paixão em um negócio real”, conclui Dumoulin.O post Colecionadores brasileiros compraram R$ 4 milhões em abril em uma plataforma francesa que mistura TV das vendas com Pokémon aparece primeiro em Startupi e foi escrito por Startupi