Um motorista de ônibus, suspeito de ligação com o Comando Vermelho, foi preso enquanto tentava fugir dentro do próprio coletivo, na manhã desta sexta-feira (29), na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio de Janeiro.Ele é apontado como “laranja” da facção e era um dos procurados da Operação Contenção, deflagrada nesta manhã com o objetivo de prender integrantes considerados os braços financeiro da organização criminosa.Ao todo, são cumpridas 162 ordens judiciais expedidas pela 1ª Vara Criminal Especializada em Organização Criminosa do Rio, sendo 55 mandados de prisão preventiva e 107 de busca e apreensão. Um vídeo obtido pela CNN Brasil mostra o momento em que ele tenta fugir com o ônibus, mas acaba cercado por policiais. Não havia passageiros no veículo no momento da abordagem.Assista o momento da abordagem e prisão: https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/WhatsApp-Video-2026-05-29-at-13.38.06.mp4 Leia Mais Grupo de "Abelha", do CV, é alvo da Operação Colmeia no Rio Irmã do traficante Abelha é presa por tráfico e ligação com CV no Rio Operação contra o Comando Vermelho tem 7 presos e 23 mandados no RJ Operação Contenção mira braço financeiro do CVO principal alvo da operação era Raquel Neves dos Santos Mendonça, companheira de Antônio Ilário Ferreira, o “Rabicó”, apontado como um dos chefes do CV (Comando Vermelho). Ela e mais 19 pessoas foram presas.A operação da Polícia Civil cumpre 162 mandados em diveras cidades no estado do Rio de Janeiro, como a capital, São Gonçalo, Duque de Caxias, Itaboraí, Iguaba Grande, Armação dos Búzios e São João de Meriti. As ações também ocorrem em cidades de São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Maranhão.As apurações apontam que o esquema usava empresas de reciclagem e ferros-velhos, contas bancárias de passagem, depósitos fracionados em espécie, emissão de notas fiscais falsas e intensa movimentação financeira entre empresas ligadas ao grupo. O objetivo era dar aparência de legalidade aos recursos do tráfico.Os valores movimentados pelo esquema foram identificados a partir de Relatórios de Inteligência Financeira, análises bancárias, afastamentos de sigilos fiscal, telefônico e telemático, além de cruzamentos de dados financeiros e patrimoniais realizados ao longo da investigação.