Vertu: marca de celular de luxo 'da Virgínia' pode abrir boutique no Brasil

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A Vertu, fabricante britânica conhecida por seus celulares de luxo, pretende abrir uma boutique no Brasil ainda em 2026. A informação foi confirmada ao site de tecnologia TecMundo pela própria empresa, que afirmou estar estudando a chegada oficial ao mercado brasileiro nos próximos meses. Apesar da movimentação, a marca ainda não revelou onde a loja seria instalada nem confirmou a abertura de um escritório no país. Nos últimos dias, a companhia voltou aos holofotes após a influenciadora Virgínia Fonseca aparecer nas redes sociais usando um dos aparelhos da marca, avaliado em cerca de R$ 27 mil.📱Comparador de celulares do TechTudo: analise preços, ficha técnica e recursos🔎 Virgínia volta ao iPhone; o que ele faz e o celular de 27 mil não consegue?Vertu: marca de celular de luxo da Virgínia pode abrir boutique no BrasilReprodução/Vertu➡️ Canal do TechTudo no WhatsApp: acompanhe as principais notícias, tutoriais e reviews📝 Como melhorar a qualidade de fotos no celular? Veja no fórum do TechTudoMarca viralizou após celular de Virgínia FonsecaEmbora exista há anos no mercado internacional, a Vertu passou a chamar mais atenção do público brasileiro recentemente depois que Virgínia Fonseca mostrou um modelo da fabricante em suas redes sociais. O celular, identificado como Agent Q Stitched Calfskin, rapidamente viralizou por causa do visual chamativo, do acabamento premium e, principalmente, do preço elevado.O aparelho aposta em materiais considerados exclusivos, incluindo couro e detalhes metálicos, além de prometer recursos avançados de inteligência artificial e câmeras diferenciadas. A repercussão fez muita gente descobrir a marca pela primeira vez, principalmente nas redes sociais, onde vídeos sobre o aparelho viralizaram entre os usuários.A Vertu ficou conhecida internacionalmente ainda nos anos 2000 ao apostar em smartphones voltados ao segmento premium. Criada originalmente pela Nokia como uma grife de alto padrão com sede na Inglaterra, a fabricante sempre priorizou exclusividade, design sofisticado e produção limitada em vez de disputar mercado em volume de vendas. Entretanto, a marca faliu em 2017 e voltou ao mercado em 2018 sob uma gestão sediada em Hong Kong.Virginia Fonseca apareceu com celular Vertu durante viagem a Dubai, e o aparelho chamou atenção pelo preço estimado em R$ 27 milReprodução/VertuEmpresa ainda não confirmou operação completa no paísApesar da confirmação sobre os planos de abrir uma boutique no Brasil, a empresa ainda não deu detalhes sobre como funcionaria sua operação local. Até o momento, a Vertu não confirmou se pretende abrir escritório próprio, centro de suporte ou qualquer outra estrutura permanente no país. Atualmente, os dispositivos da marca não são homologados pela Anatel e chegam ao Brasil principalmente por meio de importação. A estratégia de começar com uma boutique também não é incomum no segmento premium. Com uma loja física, a fabricante consegue oferecer atendimento mais personalizado e uma experiência voltada ao público de alto padrão, algo considerado importante nesse tipo de mercado. Virginia com o celular da Agent Q Stitched Calfskin, da britânica VertuReprodução/InstagramCelulares da Vertu acumulam polêmicasApesar da fama ligada à exclusividade, a Vertu enfrenta questionamentos envolvendo seus aparelhos. Nos últimos meses, alguns criadores de conteúdo especializados em tecnologia investigaram as promessas feitas pela fabricante e colocaram em dúvida parte das especificações divulgadas pela marca. Um dos casos mais comentados envolveu o youtuber Marques Brownlee. Durante testes publicados em vídeo, ele afirmou que alguns recursos promovidos pela Vertu não funcionavam exatamente da maneira anunciada pela empresa.Entre os pontos criticados estavam a suposta abertura variável da câmera e o chamado zoom mecânico. Segundo Brownlee, os recursos não apresentavam, na prática, o comportamento esperado para tecnologias desse tipo — testes nos dados EXIF das fotos revelaram que o hardware mentia e que os efeitos eram apenas filtros digitais. O influenciador também apontou que o assistente de IA, na verdade, depende de funcionários humanos trabalhando de madrugada na China para responder aos comandos e processar compras via PayPal.Outro vídeo que repercutiu bastante foi publicado pelo canal Mrwhosetheboss. Na investigação, o criador de conteúdo afirmou ter encontrado indícios de que os aparelhos vendidos pela Vertu seriam versões modificadas de smartphones da fabricante chinesa ZTE. Ele expôs que o código do sistema operacional, a interface da câmera e até a capacidade exótica da bateria (4.325 mAh) de alguns modelos eram idênticos aos de dispositivos da linha ZTE Nubia.De acordo com o youtuber, a empresa teria reaproveitado projetos já existentes, alterando acabamento, software e identidade visual para comercializar os dispositivos como produtos de alto padrão. Além disso, o canal britânico expôs táticas agressivas de marketing digital e uso de textos gerados por inteligência artificial em seu próprio site para atrair clientes desavisados.Youtubers levantam questionamentos sobre reais especificações do VertuReprodução/VertuCom informações de YouTube (1 e 2) TechTudo e TecMundo.Mais do TechTudo🎥Conheça o celular mais caro do Brasil!Huawei lança o celular mais caro do Brasil; conheça o Mate XT