Novo vídeo mostra momento em que filha de diplomata é atropelada no Rio

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Um novo vídeo de uma câmera de segurança, obtido pela CNN Brasil, mostra o momento em que a estudante Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, é atropelada por uma caminhonete em Ipanema, na zona Sul do Rio de Janeiro.A gravação, com cerca de dois minutos de duração, mostra que o cruzamento estava movimentado no momento do acidente, ocorrido por volta das 16h do último dia 16 de maio.Nas imagens, Mariana aparece parada na calçada ao lado da mãe, a diplomata Ana Patrícia Neves Abdul Hak, quando o veículo invade a área de pedestres e atinge as vítimas.Veja abaixo:https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/WhatsApp-Video-2026-05-25-at-20.11.59.mp4Após o impacto, a mãe da jovem é arremessada, enquanto Mariana permanece no centro da cena. Em seguida, pessoas que estavam próximas correm para prestar socorro.O atropelamento aconteceu no cruzamento das ruas Visconde de Pirajá e Vinícius de Moraes. A jovem não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte. A mãe dela e um outro homem atingido no acidente sobreviveram. Leia Mais Filha de diplomata atropelada: entenda o caso e o que falta saber Lula se solidariza com morte de filha de diplomatas em atropelamento no Rio Quem era filha de diplomata morta em atropelamento em Ipanema, no Rio Investigação segue em andamentoA Polícia Civil do Rio de Janeiro aguarda a conclusão dos laudos periciais para determinar as causas do acidente.O motorista da caminhonete JAC T140, identificado como Lucas, de 21 anos, afirmou em depoimento que o volante travou e os freios falharam antes do veículo subir na calçada.Segundo a polícia, a versão será confrontada com análises técnicas do veículo e das imagens de câmeras de segurança. Trocar imagemTrocar imagem 1 de 5 O vídeo começa às 16:58:39 do dia 16/05/2026. A rua está com tráfego moderado de veículos e muitos pedestres circulando pelas calçadas • Reprodução Trocar imagemTrocar imagem 2 de 5 A caminhonete JAC T140, cor branca, ano 2024, avança pela pista da esquerda. • Reprodução Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 3 de 5 A jovem Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos,estava acompanhada da mãe. Elas e um outro homem seriam atropelados segundos depois. • Reprodução Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 4 de 5 O policial militar relatou que não havia marcas de frenagem no asfalto no local do acidente. • Reprodução Trocar imagemTrocar imagem 5 de 5 O motorista alegou que o veículo, que é elétrico, apresentou uma falha técnica onde a direção travou e o freio não funcionou, impedindo-o de mudar de faixa e fazendo-o subir na calçada. • Reprodução visualização default visualização full visualização gridDolo eventual ou crime culposo?O enquadramento jurídico do caso depende diretamente das provas técnicas.Atualmente registrado como lesão corporal culposa, a tipificação pode mudar conforme a intensidade do risco potencialmente assumido pelo motorista.A advogada criminalista Ana Krasovic pontua que a linha entre a negligência e o dolo é estreita.“Na culpa consciente, o agente prevê a possibilidade do resultado ilícito, mas acredita sinceramente que conseguirá evitá-lo. Já no dolo eventual, o agente prevê o resultado e, ainda assim, assume o risco de produzi-lo, demonstrando indiferença quanto à sua ocorrência”, esclarece.A análise do local, que inclui fatores como visibilidade e fluxo veicular, também comporá o laudo final. Para a especialista, a distinção é vital, pois “define se o agente responderá por crime culposo ou doloso”, com penas significativamente diferentes no Código Penal.O peso da perícia mecânica e eletrônicaA investigação, conduzida pela 14ª DP (Leblon), foca na suposta falha mecânica relatada pelo motorista. Segundo o engenheiro e perito em sinistros, Sergio Ejzenberg, a análise do veículo é fundamental para descartar hipóteses.“Considerando que foi um sinistro com mínimos danos ao veículo, a perícia terá condições de avaliar os sistemas de direção e de frenagem para verificar sua efetiva condição de funcionamento”, explica o especialista.Outro ponto de atenção é a ausência de marcas de frenagem no asfalto, relatada pela Polícia Militar e por testemunhas.Caso a perícia não identifique defeitos no automóvel, a investigação deve se voltar para o comportamento do condutor.“Se não forem constatadas falhas nesses sistemas, a causa do sinistro será outra a ser buscada. Nesse caso deverá ser investigado eventual distração do condutor (uso do celular)”, afirma Ejzenberg.A família de Mariana realizou uma cerimônia fechada para o enterro da jovem na última quinta-feira (21) no Cemitério São Paulo, em Pinheiros, na zona Oeste da capital paulista.O pai da jovem classificou a perda como uma “perda irreparável”, destacando que a filha havia retornado ao Brasil no mesmo dia do acidente para iniciar um estágio em uma multinacional de cosméticos.O motorista colaborou com as investigações, não apresentou sinais de alteração e, por enquanto, responde ao processo em liberdade.Polícia investiga morte de filha de diplomatas atropelada em Ipanema