O Ministério Público de Mato Grosso ingressou com uma ação civil pública contra o Estado exigindo a regularização da Delegacia de Polícia Civil de Feliz Natal, cidade a 530 km de Cuiabá. O órgão alega que local apresenta acúmulo de inquéritos sem conclusão e condições físicas inadequadas.O MP aponta a existência de investigações em aberto há mais de uma década, inclusive relacionadas a crimes graves como homicídios, estupros de vulnerável, tráfico de drogas e violência doméstica.A medida judicial foi adotada, segundo o MPMT, para exigir melhorias no local diante de um cenário de precariedade que compromete a prestação do serviço de segurança pública e afeta diretamente a população local. Segundo o documento, a Promotoria de Justiça realizou inspeções, ao longo dos últimos anos, que evidenciaram irregularidades estruturais e operacionais da delegacia. Leia Mais Vídeo: Veja prisão da PM para onde foram transferidos agentes que fugiram MPRS denuncia cardiologista por crimes sexuais contra pacientes Justiça mantém prisão de PM suspeito de matar homem em motel de Alagoas Os principais problemas indicados pelo MPMT são:Falta de efetivo policial;Acúmulo expressivo de inquéritos sem conclusão;Falhas na cadeia de custódia de provas;Ausência de gestão adequada;Condições físicas inadequadas.Segundo a ação, há registros de boletins de ocorrência que permanecem sem análise há mais de cinco anos. A delegacia opera com uma equipe extremamente reduzida, segundo as inspeções do MP.SP: MP reabre investigação de caso de senegalês morto por PM no Brás | CNN 360ºAssim, o Ministério Público pede a concessão de tutela de urgência para que o Estado implemente um plano emergencial. A ação também demanda a condenação do Estado ao pagamento de indenização por danos morais coletivos no valor de R$ 300 mil, a ser revertido ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos, como forma de responsabilização pelas falhas constatadas e pelos prejuízos causados à sociedade.A CNN Brasil solicitou um posicionamento à Polícia Civil e ao Governo de Mato Grosso. O espaço está aberto para manifestações.