O deputado federal Mário Frias (PL-SP) negou ao STF (Supremo Tribunal Federal) que tenha usado emendas parlamentares para financiar o filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em manifestação enviada ao ministro Flávio Dino, Frias afirmou que os recursos tiveram fim social e pediu o arquivamento da petição apresentada pela deputada Tabata Amaral (PSB-SP).O documento foi protocolado depois da ofensiva do STF para localizar o parlamentar. Na semana passada, Dino determinou que a Câmara esclarecesse o paradeiro de Frias após dificuldades para intimá-lo no processo que apura a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil. Leia Mais PF disse ao STF que troca de comando de caso sobre Lulinha foi “burocracia” Moraes mantém prisões preventivas de condenados pelo caso Marielle Deolane presa: caso coloca frente a frente promotor e advogado renomados Em resposta ao Supremo, a Câmara informou que Frias viajou ao exterior sem aprovação formal da Casa. Segundo o ofício enviado ao STF, os requerimentos de viagem ao Bahrein e aos Estados Unidos “ainda estão em apreciação”, mesmo que o deputado já tenha viajado.Na petição ao STF, Tabata apontou suspeitas de irregularidades nas emendas e possível ligação entre entidades beneficiadas e a produção do filme sobre Bolsonaro. Por isso, Dino mandou Frias prestar esclarecimentos sobre a execução dos recursos.A defesa sustenta que as emendas não eram “emendas Pix”, mas transferências com finalidade definida e previstas na Constituição, com objeto específico registrado no sistema Transferegov.Segundo o parlamentar, os recursos foram destinados a projetos de inclusão digital, letramento tecnológico, empreendedorismo e atividades esportivas voltadas a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social.“Não há, nos Autos, uma única prova sequer de que esses recursos tenham sido desviados para qualquer produção cinematográfica. A alegação é puramente especulativa e baseada em uma suposta associação ilícita entre pessoas jurídicas que, segundo a denunciante, ‘compartilham endereço'”, diz Frias.A manifestação cita pareceres técnicos da Câmara dos Deputados. Em documento enviado ao STF, a Advocacia da Câmara afirmou que não identificou irregularidades na apresentação das emendas analisadas e que houve compatibilidade entre os objetos das verbas e os instrumentos de execução firmados com a ONG.A nota técnica da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara, porém, ressalta que a prestação de contas da entidade ainda está em andamento e que caberá à ONG comprovar a aplicação efetiva dos recursos.Câmara informa ao STF que Frias viajou ao exterior sem aval para missão | LIVE CNN