Mudança nas regras pode provocar distorções no FGC, diz Galípolo

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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse nesta segunda-feira (25) ter “receio” em relação a possíveis mudanças nas regras do FGC (Fundo Garantidor de Créditos). Para o chefe da autarquia, eventuais alterações podem provocar distorções no fundo.Após o caso Master, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) apresentou um projeto para ampliar a proteção do FGC a depósitos realizados por Regimes Próprios de Previdência Social do Distrito Federal, dos estados e dos municípios, especificamente, no conglomerado do Banco Master.Antes da liquidação do banco, fundos adquiriram letras financeiras do Master, tipo de investimento que não é coberto pelo FGC — pelo menos até agora. Leia Mais "Vamos cumprir a lei", diz diretor do BC sobre caso BRB Banco Central define prazo de 6 dias para BRB apresentar solução financeira Durigan: Devo falar com o presidente em breve sobre indicações ao Copom Ao ser questionado sobre a proposta do Senado, Gabriel Galípolo afirmou que ticket médio de ressarcimentos de garantias do FGC é bastante inferior aos R$ 250 mil por CPF previstos na legislação.“Eu tenho bastante receio da gente provocar uma distorção sobre o que é a finalidade do FGC e que a gente passe a atribuir com tickets maiores, desequilibrando a equação de probabilidade de ocorrências”, disse o presidente do BC.As declarações foram feitas durante a coletiva do Relatório de Estabilidade Financeira do segundo semestre de 2025.