A Rede Sustentabilidade pediu nesta sexta-feira (29) que a ministra Cármen Lúcia, do STF (Supremo Tribunal Federal), suspenda os efeitos da lei que flexibilizou regras da Lei da Ficha Limpa. O pedido foi apresentado um dia após o julgamento da ação ser interrompido por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.A manifestação questiona a lei complementar aprovada pelo Congresso em 2025. A legenda pede que a relatora conceda uma medida cautelar para suspender imediatamente os efeitos da norma até a conclusão do julgamento pelo plenário do Supremo. Leia Mais Fachin promete solução "equilibrada" para julgamento sobre uberização PSOL aciona STF contra doações a municípios durante período eleitoral STF julga em junho vínculo entre motoristas e entregadores com aplicativos Para a Rede, a manutenção da lei em vigor pode gerar insegurança jurídica diante da proximidade das eleições de 2026.Afirmam que partidos, candidatos e a própria Justiça Eleitoral precisam de uma definição prévia sobre quais regras de inelegibilidade estarão em vigor durante o processo eleitoral.O STF discute a validade das mudanças promovidas pelo Congresso na Lei da Ficha Limpa. A lei complementar alterou a contagem dos prazos de inelegibilidade: pela nova regra, o período passou a ser contado a partir da condenação, e não mais após o cumprimento da pena, como previa a legislação anterior.O julgamento tinha começado na semana passada. Cármen Lúcia e o ministro Luiz Fux votaram pela inconstitucionalidade de trechos da norma. Para a relatora, algumas das mudanças aprovadas pelo Congresso reduzem a proteção à moralidade administrativa e à probidade exigidas pela Constituição.Após os dois votos, o decano pediu vista na quinta-feira (28), suspendendo a análise do caso por até 90 dias. Com isso, a legislação continua produzindo efeitos até que o julgamento seja retomado pelo Supremo.Pacheco diz que vai encerrar carreira política e descarta candidatura | CNN 360º