Um padre de 44 anos foi condenado, nessa terça-feira (26), após ter abusado de uma criança de 9 anos por cerca de três meses no Rio Grande do Sul.Os atos ocorreram enquanto ela recebia auxilio na casa paroquial em que ele atuava em Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre, durante a época das enchentes que atingiram o estado gaúcho em 2024.A condenação proferida pela 1ª Vara Criminal determinou pena de 18 anos e 10 meses de reclusão, em regime fechado, pelo crime de estupro de vulnerável e por armazenamento de pornografia infantil. O conteúdo pornográfico foi encontrado durante o cumprimento mandado de busca e apreensão em um pen drive junto aos pertences pessoais do homem, no quarto onde ele dormia.Na sentença, a juíza Andreia da Silveira Machado afirmou que há provas suficientes para comprovar a existência dos fatos. A magistrada salientou que o padre utilizou de sua condição de sarcedote para praticar crime.“Nesses casos, o poder não é apenas individual, mas também simbólico. A figura do adulto respeitado, sacerdote e pessoa socialmente admirada, pode dificultar que a vítima seja acreditada. A palavra da vítima passa a ser confrontada não apenas com a versão do acusado, mas com a imagem pública construída em torno dele”. Andreia da Silveira Machado, titular da 1ª Vara CriminalAlém disso, ele teria utilizado de uma catástrofe para se aproximar da vítima.Leia também: Abuso infantil: Brasil registra média de 150 estupros de vulnerável por dia | CNN Brasil Leia Mais Professor é preso após assediar e explorar sexualmente alunos no ES Pastor é preso suspeito de abusar das enteadas no Rio de Janeiro Líder evangélico suspeito de abusar de adolescentes é preso no DF Entenda o casoO padre foi denunciado pelo MPRS (Ministério Público do Rio Grande do Sul). Segundo o órgão, a criança estava sob medida de proteção da infância e juventude, e passou a frequentar a igreja após o período das enchentes de 2024, quando sua família foi acolhida em espaço ligado a uma paróquia.A partir desta fragilidade, o sacerdote se aproximou da criança de forma excessiva, que começou a frequentar a casa paroquial com regularidade.Os abusos aconteceram entre maio e agosto de 2024. O MP ainda irá recorrer para aumentar a pena aplicada ao réu.Insegurança Digital: Milhões de crianças são vítimas de abuso sexual online no Brasil | LIVE CNN*Sob supervisão de Rafael Saldanha