PCC e CV terroristas: Decisão amplia desafio de bancos e fintechs, diz ABBC

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A classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital) e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos pode gerar impactos relevantes sobre o sistema financeiro brasileiro.As áreas de compliance, prevenção à lavagem de dinheiro e relacionamento com instituições internacionais serão especialmente afetadas, segundo nota da ABBC (Associação Brasileira de Bancos) publicada nesta sexta-feira (29).O combate ao crime organizado e às fraudes bancárias já é uma preocupação permanente do setor financeiro no Brasil. Leia Mais EUA x facções: Governo teme efeitos sobre seguros e caso Master Dona do Claude, Anthropic se torna startup de IA mais valiosa do mundo PCC e CV terroristas deve obrigar empresas a elevar régua do compliance No entanto, a entidade avalia que a decisão das autoridades norte-americanas tende a ampliar os desafios operacionais e regulatórios enfrentados por bancos, fintechs e demais empresas que atuam no país, sobretudo aquelas que que mantêm relações financeiras sujeitas à legislação e à supervisão dos EUA.Na prática, a associação avalia que a medida pode aumentar os custos de observância das empresas, exigindo maior rigor em processos de diligência.Além disso, instituições financeiras brasileiras podem enfrentar questionamentos adicionais de parceiros internacionais e revisões mais frequentes de seus mecanismos de compliance.Designação de terrorismo: Brasil atrairá menos investimentos externo, diz especialista | MONEY NEWSOs efeitos também podem alcançar operações legítimas realizadas dentro do sistema financeiro global, com reflexos sobre transações estrangeiras e validações cadastrais, “além do potencial aumento da percepção de risco por parte de investidores internacionais”, afirmou a ABBC.Apesar desse cenário, a entidade representante do setor destaca que o sistema financeiro brasileiro já opera sob regras robustas de prevenção à lavagem de dinheiro e combate ao financiamento do terrorismo.Quebra de bancos: como funciona a proteção do FGC aos clientes