Cacau tem em queda na bolsa de NY com aumento dos estoques certificados

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O aumento dos estoques certificados de cacau pressionaram as cotações futuras na sessão desta sexta-feira (29) na Bolsa de Nova York. O contrato para entrega em julho registrou queda de 4,29% e fechou precificado em US$ 3.923 por tonelada.De acordo com as informações do Barchart, os estoques de cacau da ICE atingiram o maior patamar em quase dois anos, chegando a 2.846.957 sacas na sexta-feira.Na semana anterior, os preços do cacau caíram para mínimas de quase quatro semanas em meio à perspectiva de oferta abundante. O Barchart ainda destacou que em 14 de maio, a Costa do Marfim elevou sua estimativa de entrega de cacau para 2,2 milhões de toneladas na safra 2025/26, acima da projeção anterior de 1,8 a 1,9 milhão de toneladas, citando condições climáticas favoráveis. Leia Mais Cacau recua mais de 5% em Nova York com avanço dos estoques e clima Com clima no radar, suco de laranja futuro recua quase 10% em Nova York Com aumento da oferta, preço do cacau recua 3,93% em Nova York CaféOs contratos futuros do café arábica encerraram a sessão desta sexta-feira em alta, em meio às preocupações com as condições climáticas no Brasil e à movimentação técnica do mercado diante da proximidade do vencimento das opções do contrato de julho.O contrato com entrega para julho avançou 1,63% no dia, encerrando cotado a US$ 2,7420 por libra-peso.Segundo Vicente Zotti, proprietário da NRP Agro, a proximidade do vencimento das opções do contrato de julho, que ocorre em cerca de 14 dias, tem intensificado a pressão na ponta vendedora. Além disso, o avanço da colheita no Brasil segue adicionando volatilidade às negociações.“A proximidade do vencimento das opções do contrato de julho está colocando pressão na ponta vendedora e ajudando nesse movimento. Além disso, a entrada da safra ganhando mais ritmo também vai pressionando os preços”, afirmou Zotti.AlgodãoOs contratos futuros do algodão encerraram a sessão desta sexta-feira com leve alta na Bolsa de Nova York, sustentados pelos dados positivos de exportação divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).O contrato com entrega para julho avançou 0,08% no dia, encerrando cotado a US$ 76,15 por libra-peso.De acordo com o relatório semanal de vendas para exportação do USDA, divulgado nesta quinta-feira, foram comercializados 153,622 mil barris de algodão da safra 2025/26 na semana encerrada em 21 de maio. O volume representa o maior registrado nas últimas quatro semanas.Para a nova safra, as vendas somaram 112,041 mil barris no período, desempenho inferior ao observado na semana anterior.Já os embarques alcançaram 317,706 mil barris, configurando o maior volume das últimas três semanas e reforçando a demanda pelo algodão norte-americano no mercado internacional.Açúcar Após registrar quedas nas últimas sessões, os preços futuros do açúcar finalizaram a semana com leve ganhos na bolsa de Nova York.O contrato para entrega em julho registrou alta de 0,93% e fechou cotado em US$ 14,06 por libra-peso.De acordo com as informações da Safras & Mercado, os vencimentos futuros foram pressionados negativamente ao longo desta semana por uma estimativa de aumento de safra tanta na União Europeia como no Brasil.Segundo o consultor comercial e financeiro da IMG, Leonardo Silvestre, os fundos continuam pressionando o mercado, que ainda apresenta uma tendência baixista. Atualmente, as posições líquidas vendidas estão próximas de 80 mil contratos, o equivalente a cerca de 4 milhões de toneladas de açúcar.“Isso mostra que o mercado ainda vê uma oferta confortável da commodity no curto prazo”, afirmou.Outro ponto acompanhado pelos investidores é a queda nos preços do etanol hidratado. De acordo com Leonardo, a redução das margens do biocombustível pode alterar a relação entre a produção de açúcar e etanol nas usinas.“A queda do etanol reduz a atratividade do biocombustível e ajuda a dar sustentação aos contratos futuros de açúcar”, explicou.O clima também segue no radar do mercado. A possibilidade de um El Niño mais forte a partir de junho aumenta as preocupações com chuvas no Centro-Sul do Brasil, o que pode afetar o ritmo da colheita e da moagem da cana.“Além da produção, chuvas mais intensas também podem dificultar a logística e os embarques nos portos”, destacou Leonardo.O mercado ainda acompanha os impactos climáticos em países concorrentes, como Índia e Tailândia, onde o clima seco e frio pode prejudicar o desenvolvimento dos canaviais e o início da próxima safra.Suco de laranja  O vencimento futuro para o suco de laranja para entrega em julho finalizou a sessão com queda de 5,57%, em que o contrato fechou negociado a US$ 1.592,00 por tonelada.Como o produtor financia a safra no Brasil?