Itamaraty deve dialogar para reverter decisão dos EUA, diz ex-secretário

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O Departamento de Estado dos EUA classificou o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como “Terroristas Globais Especialmente Designados”. O ex-secretário nacional de Segurança Pública Mario Sarrubbo defendeu que o Itamaraty deve agir imediatamente para tentar reverter a decisão do governo Trump.Em entrevista ao CNN 360º desta sexta-feira (29), Sarrubbo exaltou a tradição diplomática brasileira que, segundo ele, é  “sempre muito competente e muito pragmática“.“Quero crer que a nossa diplomacia entre em ação e deva, imediatamente, dialogar com seus pares americanos para que a gente possa reverter essa situação, ou pelo menos amenizar”, afirmou o ex-secretário. Leia Mais Análise: Trump constrange Lula com CV e PCC como terroristas PCC e CV terroristas: Como governo e oposição reagiram à classificação Senado discute efeitos da classificação do PCC e CV como terroristas Sarrubbo avaliou que a decisão pode se tratar de “um movimento meramente político, um aceno à extrema direita latino-americana” e uma possível tentativa de intervenção nas eleições brasileiras, sem efeitos práticos mais severos.Para ele, se for esse o caso, ainda que grave, seria o cenário menos prejudicial, dado o interesse do Brasil em combater o crime organizado e manter estruturas de cooperação internacional.Possível contrapartida diplomáticaO ex-secretário também mencionou uma eventual contrapartida diplomática, embora ressalte que essa não é a tradição brasileira.Segundo ele, seria necessário olhar para o fluxo de armamentos e fuzis provenientes dos Estados Unidos para o Brasil. “Nós não temos nenhuma ação do governo americano para reprimir isso. São fuzis que estão matando pessoas e armando facções criminosas de norte a sul do Brasil”, destacou.Ao final, Sarrubbo reiterou sua preferência pelo caminho do diálogo. “Eu quero crer que nós vamos pelo caminho pragmático do diálogo e procurando manter as estruturas que são muito eficientes hoje em termos de cooperação do Brasil“, afirmou. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.