Pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda-feira (25) aponta que apenas 5% dos eleitores que declararam voto no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL) tomaram essa decisão após notícias do envolvimento do senador com Daniel Vorcaro, dono Banco Master e preso pela Polícia Federal. Outros 94% informaram que já votavam em Lula antes das notícias e do áudio e 1% não soube ou não respondeu.Para 89% dos que escolheram Flávio Bolsonaro em um segundo turno contra Lula, a opção já havia sido feita antes da divulgação do áudio da conversa entre o senador e Vorcaro no qual os dois falam sobre o pagamento de R$ 134 milhões para financiar o filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, e sobre o encontro entre ambos mesmo após o banqueiro ter sido preso. Outros 6% relataram que passaram a votar no senador após as notícias e 5% não souberam ou não responderam. Já entre os eleitores que disseram votar em branco, nulo ou em nenhum dos dois, 74% já tinham decido por alguma dessas três opções anteriormente, 14% escolheram após o ocorrido e 13% não souberam ou não responderam. Amplo conhecimento Segundo a pesquisa, 32% dos entrevistados conhecem bem e acompanharam a divulgação do áudio da conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro. Outros 25% declararam que ouviram falar e sabem do que se trata, 22% ouviram falar e sabem pouco sobre o assunto e 20% não ouviram falar.Já 30% dos entrevistados relataram conhecer bem e estarem acompanhando a notícia do encontro entre o senador e o banqueiro, ocorrido após a prisão de Vorcaro e confirmado pelo próprio político na última terça-feira (19). Outros 18% declararam que ouviram falar e sabem do que se trata, 25% ouviram falar e sabem pouco e 26% não ouviram falar sobre a notícia.No cruzamento dos dois cenários, 86% dos entrevistados tiveram algum tipo de conhecimento sobre a ligação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, com uma fatia de 66% dos que tomaram conhecimento dos dois fatos.MetodologiaA pesquisa foi realizada por telefone com eleitores maiores de 16 anos. Foram entrevistadas 2.045 pessoas entre sexta-feira (22) e domingo (24) nos 26 estados e no Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos, um índice de confiança de 95% e a pesquisa foi tem o registro BR-04193/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).