Visita de Flávio Bolsonaro a Trump: diplomata avalia movimento como prejudicial ao candidato

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A possível visita de Flávio Bolsonaro a Donald Trump deve ter efeito nulo ou negativo sobre as perspectivas do pré-candidato do PL, segundo avaliação do embaixador Paulo Roberto de Almeida, conselheiro acadêmico do Livres. Almeida é categórico com relação à viagem: “Nenhum peso político, ou se houver algum, ele será totalmente negativo”O momento da viagem é considerado desfavorável, já que Flávio enfrenta desgaste crescente após reportagens do Intercept que o associam ao banqueiro Daniel Vorcaro, investigado por fraudes no mercado financeiro, e levantam dúvidas sobre o financiamento do filme “Dark Horse”.Para o diplomata, a aproximação com Trump reforça uma imagem de submissão a um líder estrangeiro que já protagonizou episódios de conflito direto com o Brasil, incluindo a imposição de tarifas ao país em julho de 2025 e a aplicação da Lei Magnitsky em um caso que, segundo o diplomata, não se enquadra no escopo da legislação americana.“A imagem de Trump no Brasil é a mais negativa possível, com exceção, possivelmente, do campo bolsonarista mais radical”, afirmou Almeida.Lula já esteve três vezes com TrumpO efeito de demonstração de prestígio que Flávio aparentemente busca fica esvaziado pelo fato de que o presidente Lula já se encontrou com Trump em três ocasiões, inclusive com elogios públicos do americano. “Trump tem unicamente como foco seus interesses pessoais, os familiares e os dos EUA. O que pode ganhar Flávio Bolsonaro com um dirigente desprezado no Brasil? Aparentemente muito pouco”, avalia o diplomata.Sobre o impacto interno na direita, Almeida é igualmente cético: um eventual gesto de simpatia de Trump a Flávio “não acrescentará praticamente nada fora da bolha já conquistada de aderentes ao bolsonarismo”.O Livres é uma associação civil sem fins lucrativos que promove soluções liberais para o Brasil com uma rede de líderes, apoiadores e parceiros. Você também pode se tornar um apoiador.