O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta segunda-feira (25) que causa estranhamento que críticas fiscais à PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 65 venham da equipe econômica, uma vez que coube justamente a seus membros a elaboração desse trecho do texto.“Eu tenho lido em alguns lugares que alguns membros da equipe econômica estariam preocupados com a questão do impacto no resultado primário e na relação do Tesouro com o Banco Central. Lógico, eu imagino que alguém tenha ouvido, não tô duvidando de quem escreveu isso, não. Mas a gente recebe com algum estranhamento porque, efetivamente, o texto e a forma que está colocado lá veio justamente da equipe econômica e consolidado pela AGU”, disse Galípolo, citando a Advocacia Geral da União. Leia Mais BC nega ter firmado prazo com BRB para solução do rombo e de liquidez Mudança nas regras pode provocar distorções no FGC, diz Galípolo BC diz que materialização de risco aumentou no crédito às famílias O presidente do BC emendou que, se houvesse uma proposta para uma superação total, na qual o BC tivesse que absorver integralmente o resultado das variações contáveis, essa alternativa teria seu apoio.“A gente assina agora, saímos com o acordo aqui, dado que o Banco Central absorve integralmente o resultado. Por quê? Pela questão que a gente comentou agora sobre como funciona o Banco Central. O Banco Central do Brasil não tem um grande impacto, vamos dizer, de custo da operacionalização da política monetária, porque estou usando títulos públicos. A maior parte do resultado do Banco Central vem de variação cambial”, disse ele.Focus: Medianas para o IPCA em 2026 e 2027 têm alta | ABERTURA DE MERCADOPLDO 2027: Governo prevê salário mínimo em R$ 1.717