A China está desenvolvendo um sistema único de identificação que vai padronizar a numeração de robôs humanoides no país. A informação é do jornal South China Morning Post, com base em planos confirmados pelo governo local.Em tradução livre para o português, o projeto foi batizado de "Plataforma de serviço de gerenciamento do ciclo de vida completo de objetos humanoides". A ideia é gerenciar de forma mais precisa uma indústria que está em pleno crescimento na região e ainda com espaço para expansão.Acompanhando a indústria de robôs na ChinaO objetivo da iniciativa é atribuir um código específico para cada robô bípede que se movimenta com recursos de inteligência artificial (IA). A sequência será composta por quatro informações diferentes:Um código regional de dois dígitos para identificação de remessas e vendas internacionais;Um código de quatro dígitos que identifica o fabricante, que é a empresa chinesa responsável pelo robô;Um código de seis dígitos que é específico do produto, tipo ou modelo em questão;Um código de 17 dígitos que funciona como número de série e será único daquela unidade específica.Essa sequência numérica terá uma série de utilizações para a indústria e órgãos estatais, quase como documentos equivalentes humanos— caso do CPF para brasileiros ou o número de identificação pessoal dos Estados Unidos.Ele será usado para identificar mais facilmente unidades que saem das fábricas, acompanhá-las no período de serviço e garantir a destinação correta dos materiais no momento da reciclagem.Ao mesmo tempo, o projeto vai monitorar possíveis riscos, como saber quais modelos apresentam algum tipo de defeito ou apontar irregularidades burocráticas — quesitos importantes de companhias que buscam não apenas o estabelecimento no país, mas uma futura expansão global. Ver essa foto no Instagram Um post compartilhado por TecMundo (@tecmundo)Essa é uma de várias etapas regulatórias que a China agora implementa para padronizar esse setor, que tem se destacado em comparação com equivalentes ocidentais. Robôs humanoides chineses viralizam com frequência por impressionarem o público com movimentos realistas e até o desempenho em atividades físicas, embora nem todas as demonstrações saiam como o planejado.Apesar dos riscos de uma bolha pela alta quantidade de fabricantes chinesas já envolvidas na área, a IDC aponta que o mercado global de robôs humanoides expandiu 508% em 2025, com 18 mil unidades vendidas, e com a China liderando os esforços de expansão.Como funciona o trabalho de robôs humanoides em um aeroporto do Japão? Saiba mais nesta matéria!