Através do cuidado e do acolhimento, Amanda ajuda pessoas a se reconectarem consigo mesmas. Foto: Gabriel LeiteA história de Amanda Rodrigues da Silva é marcada por desafios, descobertas e muita superação. Nascida e criada em Mirandópolis, ela viveu uma infância tranquila, cheia de brincadeiras e cercada pela família, mas viu sua vida mudar ainda muito nova, ao enfrentar problemas de saúde, bullying e, mais tarde, a ansiedade e a depressão. Entre viagens para tratamento, inseguranças e dificuldades emocionais, Amanda encontrou na massoterapia algo que transformaria completamente sua vida. O que começou como uma tentativa de aliviar a ansiedade acabou se tornando uma paixão e, segundo ela mesma, também parte importante do seu processo de cura. Hoje, com quase 18 anos de profissão, Amanda dedica sua vida ao cuidado com o próximo, levando aos pacientes um olhar acolhedor e humano. A profissional compartilha uma trajetória marcada pela força, pelo autoconhecimento e pelo amor à profissão que escolheu seguir.Como foi sua infância?Sou filha única, mas sempre tive uma convivência muito próxima da minha família, principalmente dos meus primos. Cresci brincando na rua da minha avó, na Rua João Ferratone, em uma época em que as crianças aproveitavam as ruas de lazer e passavam o dia brincando fora de casa. Sempre fui muito ativa, gostava de participar de tudo o que aparecia na cidade. Fiz balé, vôlei, natação e várias outras atividades.Quando surgiu a escoliose?A escoliose surgiu quando eu tinha cerca de 10 anos e mudou completamente a minha vida. Eu era uma criança muito ativa, mas precisei iniciar um tratamento rígido, usando colete ortopédico praticamente o dia todo. Também precisava viajar constantemente para São Paulo, na AACD, para acompanhamento. Foi um período muito difícil, tanto pelas dores físicas quanto pelo impacto emocional, já que tive que lidar com limitações, inseguranças e o medo das consequências futuras do problema.Como foi lidar com isso logo cedo?Foi muito difícil passar por tudo isso ainda tão nova. O uso do colete, os óculos e todas as limitações acabaram mexendo muito com a minha autoestima. Sofri bullying na escola e muitas vezes me sentia diferente das outras pessoas. Na adolescência, isso ficou ainda mais pesado emocionalmente. Eu me fechei bastante, me afastei da escola em alguns momentos e tinha dificuldade até para conviver socialmente. Apesar disso, algumas amizades foram essenciais e permanecem comigo até hoje.Quando conheceu a acupuntura?Conheci a acupuntura através de uma psicóloga que me acompanhava na escola naquela época. Foi meu primeiro contato com a Medicina Tradicional Chinesa e, mesmo sem entender muito bem tudo aquilo no começo, foi algo que me marcou bastante. Aos poucos, comecei a enxergar a saúde e o cuidado de uma forma diferente, mais humana e integrada.Como descobriu a massoterapia?Descobri em um momento em que ainda estava tentando entender o que queria fazer da vida. Não sabia qual caminho seguir profissionalmente e também tinha muito medo de sair da cidade. Quando encontrei o curso no Senac de Araçatuba, fui sem grandes expectativas. Mas, logo na primeira aula, eu senti que era aquilo. Foi algo muito natural, como se eu finalmente tivesse encontrado o meu lugar.Amanda em atuação, com a missão de incentivar o cuidado, bem-estar e acolhimento através da massoterapia. Fotos: DivulgaçãoO que mudou em você?O curso transformou completamente a minha vida. Foi ali que comecei a enxergar o ser humano de forma integral, entendendo que as dores não são apenas físicas, mas também emocionais. A massoterapia acabou sendo parte da minha própria cura. Foi através dela que consegui me reconectar comigo mesma, superar a ansiedade e a depressão e aprender, na prática, o verdadeiro significado do autocuidado.Como foi o início da sua profissão?Comecei atendendo em casa, de forma bem simples e aos poucos. Depois me juntei a amigas da profissão e abrimos um espaço juntas, mas acabou não dando certo. Depois dessa experiência, fui para o espaço onde atuo até hoje, já há quase 16 anos. No começo enfrentei muita dificuldade porque as pessoas ainda não entendiam o que realmente era a massoterapia. Muitos achavam que era apenas relaxamento ou algo ligado à estética. Ainda existe bastante preconceito com a profissão, mas sempre procurei mostrar que a massoterapia vai muito além disso, trazendo um cuidado mais humano e integral.Gostaria de fazer algum agradecimento?Sou muito grata aos meus pais, Maria Lúcia Rodrigues e Genivaldo da Silva (In Memoriam), que sempre estiveram ao meu lado em todos os momentos, principalmente nos mais difíceis. Também agradeço aos meus professores, que compartilharam comigo tantos ensinamentos ao longo da minha trajetória, e à cidade de Mirandópolis, que, de alguma forma, abraçou o meu trabalho desde o começo. Acima de tudo, agradeço a Deus, que sempre foi minha base e me ensinou a acolher as pessoas com amor, respeito e cuidado.SERVIÇO Massoterapia: Amanda RodriguesEndereço: Rua São João, 1625, sala 6 – Centro – MirandópolisContato: (18) 99171-1741Instagram: @zenm.assoO post Entre cicatrizes e acolhimento: a trajetória de Amanda Rodrigues na massoterapia apareceu primeiro em AGORA NA REGIÃO.