A oferta pública da Ecopetrol para aquisição de participação na Brava Energia (BRAV3) pode abrir uma oportunidade de arbitragem para investidores no curto prazo, segundo relatório divulgado pelo BTG Pactual nesta terça-feira (26). A avaliação ocorre após a petroleira colombiana publicar os detalhes da oferta para comprar até 25% das ações da Brava por R$ 23 por papel.Segundo os analistas Rodrigo Almeida, Gustavo Cunha, Daniel Guardiola e Alvaro Leyva, o desenho da operação pode gerar uma Taxa Interna de Retorno (TIR) anualizada de até 68% para investidores que aderirem parcialmente à oferta, considerando o fechamento das ações da Brava na véspera, a R$ 19,93.A oferta será realizada em 25 de junho, na B3, com liquidação financeira prevista para sete de julho. Caso a demanda supere o volume-alvo de aproximadamente 116,1 milhões de ações — equivalente a cerca de 25% do capital da companhia —, haverá rateio proporcional entre os acionistas interessados.Na visão do BTG, nem todos os acionistas devem aderir à operação, o que elevaria a parcela efetivamente aceita de aproximadamente 33,8% para algo entre 40% e 45%. “Acreditamos que as ações da BRAV3 apresentam uma oportunidade de arbitragem de curto prazo, assumindo que os papéis permaneçam próximos de R$ 20”, escreveram os analistas.A Ecopetrol já havia fechado, em abril, um acordo privado para comprar cerca de 26% do capital da Brava junto a grandes acionistas — incluindo os grupos QG, Jive e Yellowstone — ao preço de R$ 24 por ação, um prêmio de aproximadamente 4% em relação ao valor ofertado ao mercado.O BTG também destacou alguns sinais sobre a estratégia da Ecopetrol para a Brava após a aquisição do controle. Segundo o relatório, a estatal colombiana se comprometeu a manter a companhia listada no Novo Mercado por pelo menos um ano e pretende focar no aumento de recuperação de campos maduros, expansão da produção e eventual redução do custo da dívida da petroleira brasileira.Entre os ativos considerados estratégicos pela Ecopetrol está o complexo de Guamaré, no Rio Grande do Norte, que reúne a refinaria Clara Camarão, unidades de processamento de gás natural e terminal aquaviário. O relatório também cita a possibilidade de crescimento inorgânico seletivo alinhado à base de ativos da Brava.