Lei Henry Borel completa 4 anos neste domingo; dia antecede júri do caso

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A Lei Federal conhecida como “Lei Henry Borel” completa quatro anos neste domingo (24), dia que antecede o júri popular do caso, que acontece nesta segunda-feira (25).A lei, sancionada em maio de 2022, após a morte de Henry Borel, ocorrida em março de 2021, tem o objetivo de endurecer penas de crimes cometidos contra crianças e adolescentes e dispõe sobre medidas de proteção a vítimas de violência familiar.Dentre as mudanças na legislação, passou-se a considerar então como crime hediondo (que não permitem que haja definição de fiança ou indulto) o homicídio de menores de 14 anos. Além disso, a lei ainda determinou que o autor do crime inicie o cumprimento da pena em regime fechado.Na última quarta-feira (2), a 5ª turma do STJ (Superior Tribunal de Justiça) recusou, por unanimidade, o pedido feito pela defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho, para anular os laudos periciais ligados ao caso da morte de Henry. Leia Mais Caso Henry Borel: Justiça indefere pedido de transferência de local do júri Henry Borel: Justiça nega pedido da defesa de Jairo para adiar julgamento Caso Henry Borel: saiba quem é Dr. Jairinho, ex-vereador réu por morte O ex-vereador responde por homicídio qualificado da criança, seu enteado, e será julgado pelo Tribunal do Júri, junto com sua ex-mulher Monique Medeiros, mãe de Henry.Após a sanção, a legislação criou mecanismos de proteção à infância, estabelecendo medidas protetivas de urgência semelhantes às previstas na Lei Maria da Penha. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, desde a entrada em vigor da lei, mais de nove mil medidas protetivas foram autorizadas em meio a cerca de 15 mil notificações registradas.“A Lei Henry Borel nasceu de uma dor irreparável, mas se transformou em instrumento de proteção para milhares de crianças brasileiras. O maior legado do Henry é ajudar a salvar vidas”, declarou Leniel Borel, pai de Henry, presidente da Associação Henry Borel e coautor da legislação federal.Leia também: Brasil registra média de 150 estupros de vulnerável por diaSegundo a associação, entre as mudanças que a lei apresentou desde que foi sancionada estão:a criação de medidas protetivas de urgência para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar;possibilidade de afastamento imediato do agressor do convívio da vítima;inclusão do homicídio contra menores de 14 anos na lista de homicídios qualificados;inclusão do homicídio contra menores de 14 anos na lista de crimes hediondos;aumento de pena para crimes praticados contra crianças e adolescentes;redução da revitimização infantil durante depoimentos e atendimentos;vedação de benefícios despenalizadores em crimes praticados contra crianças e adolescentes;e facilitação da perda do poder familiar em casos graves de violência. Trocar imagemTrocar imagem 1 de 13 Monique Medeiros chora ao receber liberdade provisória em julgamento da morte de filho • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem 2 de 13 Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 3 de 13 Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 4 de 13 Jairinho, padrasto de Henry Borel, em julgamento sobre morte de criança • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem 5 de 13 Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, em julgamento da morte do próprio filho • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 6 de 13 Na chegada ao Tribunal do Júri, o pai de Henry Borel, Leniel Borel, expressou um misto de gratidão, ansiedade e um forte apelo por justiça. Ele destacou que o julgamento não se trata apenas do nome do seu filho, mas de "o quanto o Brasil está disposto a proteger suas crianças" • Camille Barbosa - CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 7 de 13 Juíza em julgamento de Monique Medeiros e Jairinho sobre morte de Henry Borel • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem 8 de 13 Conselho de Sentença foi definido no início do julgamento de Monique Medeiros e Dr. Jairinho no Rio de Janeiro • CNN Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 9 de 13 Cristiano Medina, atua como advogado e assistente de acusação, representando os interesses de Leniel Borel (pai da vítima) • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 10 de 13 A equipe jurídica busca a absolvição da ré, sustentando a tese de que Monique vivia um relacionamento abusivo com Jairinho e que ele tinha um perfil de vitimar pessoas como ela • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagem 11 de 13 Os advogados do ex-vereador negam as agressões e defendem a tese de que a morte foi acidental • CNN Brasil Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 12 de 13 Ex-vereador do Rio de Janeiro e ex-médico, Jairo Souza Santos Júnior, era o padrasto da criança e é apontado pelas investigações como o autor das agressões físicas que causaram a morte de Henry. • Reprodução Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 13 de 13 Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, esponde pelo crime baseada na omissão relevante, pois, segundo a acusação, tinha conhecimento das torturas sofridas pelo filho e consentiu com a situação. • Jaqueline Frizon/CNN visualização default visualização full visualização gridRelembre o casoCom apenas 4 anos de idade, Henry Borel foi morto no dia 8 de março de 2021. O laudo do IML (Instituto Médico-Legal) identificou 23 lesões no corpo da criança, descartando a hipótese de acidente doméstico sustentada pelos réus na época.Monique Medeiros responde por homicídio triplamente qualificado (por omissão), tortura, coação no curso do processo, fraude processual e falsidade ideológica. Ela permanece presa desde abril de 2025, após o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes determinar novamente sua prisão preventiva.“Cinco anos esperando esse dia” diz pai de Henry sobre julgamento | LIVE CNNJá o Dr. Jairinho permanece preso no Complexo de Gericinó, acusado de ser o autor das agressões.Inicialmente, a data foi marcada para o dia 23 de março. Durante a sessão, os advogados de defesa de Jairo abandonaram o plenário. Como o réu não pode responder sem sua defesa, o julgamento precisou ser adiado.Procurada, a defesa do Dr. Jairinho informou que, na visão deles, os laudos presentam contradições entre si e que não há “logicidade” das provas. Eles alegam que a contradição será apresentada diante os jurados do Tribunal do Júri.