O entorno dos presidenciáveis Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (MG) ficou entusiasmado com o encontro entre os dois, na última terça-feira (26). Internamente, há até quem diga que a possibilidade agradou o presidente do PSD, Gilberto Kassab, que já vinha comemorando internamente a crise envolvendo Flávio Bolsonaro (PL), também candidato ao Planalto. Para ambos os partidos dos presidenciáveis, a leitura é que agora há mais viabilidade de construção de um projeto fora da polarização.O problema estaria na definição de vice. Zema sempre disse que não toparia desistir da candidatura própria, inclusive quando foi ventilado a possível número 2 de Flávio Bolsonaro. Apesar disso, a leitura é que o NOVO é um partido pequeno e com menos recursos, enquanto o PSD tem a máquina na mão, com grande número de prefeituras e bancada no Congresso e estados. Um interlocutor de Kassab destacou que o presidente da sigla é pragmático, e que fará o que fizer mais sentido eleitoral – inclusive, trabalhar para o que achar mais correto.Segundo aliados, um fator facilitador seria a aliança dos partidos em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país. Por lá, o ex-governador Romeu Zema apoia seu sucessor, Mateus Simões, como futuro chefe do Executivo. Simões é do PSD.Com um candidato do seu próprio partido, Caiado tem marcado presença em agendas no interior de Minas. Internamente, aliás, o ex-governador de Goiás foca nos interiores como estratégia – São Paulo, Bahia e Ceará também estão na mira, locais em que a pre-campanha dele entende que Lula perdeu tração.Os dois também tem intensificado encontros com empresários. Em São Paulo, a Faria Lima tem torcido o nariz para Flavio e, nos últimos encontros, pediram, inclusive, sigilo. Muitos também desmarcaram. Entre o setor, muito tem se falado em alternativas de voto, como mostrou a coluna.Tanto para as pré-campanhas de Zema como de Caiado, o objetivo é definir e anunciar um vice apenas perto das convenções, entre fim de julho e meio de agosto.