Apesar de a FIFA anunciar mais de 5 milhões de ingressos vendidos oficialmente, a realidade no mercado secundário e no setor hoteleiro dos Estados Unidos mostra uma demanda bem mais fraca do que o esperado para a Copa do Mundo de 2026.Isso representa uma boa notícia para quem planeja comprar de última hora, mas levanta uma preocupação séria sobre o legado econômico da primeira Copa “em casa” da história do futebol.O preço médio de revenda do ingresso mais barato da fase de grupos caiu entre 23% e 30% desde abril — passando de cerca de US$ 700–730 para aproximadamente US$ 560. Em várias partidas, os valores chegaram a cair pela metade.Exemplo concreto: o jogo Jordânia x Argélia, em São Francisco, já tem ingressos abaixo de US$ 100, e milhares de assentos ainda estão disponíveis em diversos confrontos.Nas últimas semanas, os preços despencaram em quase todos os 78 jogos programados nos Estados Unidos.Principais motivos da queda:Custo total da viagem elevado (passagens aéreas + diárias de hotel);Novos lotes de ingressos liberados pela FIFA;Demanda menor do que o projetado por torcedores internacionais.Os jogos de elite (seleções mais fortes e clássicos) continuam com preços altos, mas a maioria das partidas da fase de grupos está bem mais acessível.Cerca de 80% dos hotéis nas cidades-sede relatam reservas abaixo das previsões iniciais. Em Nova York, por exemplo, a projeção é de uma perda superior a US$ 100 milhões apenas em receita de quartos. O setor de turismo investiu pesado esperando multidões e agora corre para ajustar as expectativas.A Copa de 2026 está chegando com ingressos mais baratos no mercado secundário e oportunidades reais para torcedores de última hora. No entanto, os números abaixo do esperado geram dúvidas sobre o real impacto econômico do evento para as cidades americanas.Até a próxima.