Impactos da guerra pressionam títulos a disparadas históricas pelo mundo

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A guerra no Oriente Médio tem provocado uma forte pressão sobre os mercados de títulos ao redor do mundo.Nos Estados Unidos, os rendimentos dos Treasuries dispararam, com o T-Bond de 30 anos atingindo o maior patamar em quase duas décadas. O rendimento do título de 30 anos do Tesouro norte-americano chegou a 5,17%, o maior nível nos últimos 19 anos.Para se ter a dimensão do movimento, os juros saíram de patamares entre 1,9% e 2,1% em 2021 para esse nível atual, refletindo uma valorização abrupta ao longo dos últimos anos. Leia Mais BPC não é compatível com Orçamento, diz Inter Impasse entre China e EUA revela conflito de prioridades Kevin Warsh assume Fed em cenário de inflação e incerteza sobre juros Reino Unido registra pior resultado desde 1998A piora não se restringe aos Estados Unidos. Os títulos do Tesouro de outros países também registram máximas em décadas. No Reino Unido, os gilts de 30 anos atingiram 5,7%, o pior resultado desde 1998.O movimento é atribuído tanto aos impactos da guerra no Oriente Médio, que altera a dinâmica de inflação e de gastos públicos, quanto ao receio de que grandes economias estejam com suas contas públicas fora de controle e sem capacidade de correção no curto prazo.O Banco Central inglês, o BOE, precisou manter suas taxas de juros para combater a inflação, contribuindo para essa escalada estrutural nos rendimentos.Japão bate recorde histórico nos títulos de 30 anosO Japão, economia historicamente marcada por juros baixos e episódios de deflação, também não escapou do movimento global.Os JGBs, títulos japoneses de 30 anos, saíram de patamares entre 0,6% e 0,7% para 4,11%, batendo o maior resultado da história para esse vencimento.A disparada dos títulos japoneses a partir de 2020 representa uma mudança significativa no cenário financeiro do país, que durante décadas conviveu com rendimentos próximos de zero.Com alta no petróleo, governo acende alerta para evitar efeitos no Brasil Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.