Imposto de Renda: Os 5 erros mais comuns de quem cai na malha fina

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A declaração do Imposto de Renda pode ser confusa para a maior parte dos contribuintes. Para aqueles que ainda não acertaram contas com a Receita Federal, é importante redobrar a atenção para evitar erros que podem levar à malha fina.Problemas simples, como falhas na digitação e informações inconsistentes sobre patrimônio, estão entre os principais motivos de retenção das declarações pelo Fisco, segundo Santander.Confira os erros mais comuns de quem cai na malha fina:Erros de digitaçãoEntre os deslizes mais frequentes estão os erros de digitação no preenchimento das fichas do programa do IRPF. Um número digitado incorretamente pode alterar completamente os valores informados à Receita.Em casos extremos, um bem de R$ 100 mil pode ser declarado, por engano, como patrimônio de R$ 1 milhão, o que acende um alerta automático no sistema de fiscalização. Leia Mais Ausência de contingenciamento chama atenção, diz economista-chefe do Inter Moretti: 20% do bloqueio no Orçamento será em emendas parlamentares Produção industrial cai e tem pior mês de abril em 3 anos, diz CNI Omissão de rendimentosDados da Receita apontam que mais de 40% das declarações retidas na malha fina apresentam indícios desse tipo de irregularidade. O problema costuma ocorrer quando o contribuinte informa apenas o salário principal e deixa de declarar ganhos extras obtidos com trabalhos freelancers, consultorias ou serviços eventuais.A renda recebida com aluguel também precisa ser declarada, inclusive em contratos informais. Isso porque a Receita cruza informações entre locador e inquilino.Caso o inquilino declare os pagamentos e o proprietário omita os recebimentos, a inconsistência pode resultar em retenção da declaração.Ganhos obtidos com a venda de bens, como imóveis e veículos, também devem ser informados. Quando há lucro na transação, o contribuinte precisa declarar o ganho de capital.Confundir PGBL e VGBLInvestidores em previdência privada precisam ficar atentos às diferenças entre os planos PGBL e VGBL. Apesar de semelhantes, eles possuem formas distintas de declaração.O PGBL deve ser informado na ficha de “Pagamentos Efetuados”, enquanto o VGBL precisa constar na seção de “Bens e Direitos”. A troca das fichas é considerada um erro recorrente pela Receita.Declaração de ativosAinda no mercado de ações, outro equívoco comum envolve o valor declarado dos papéis.O correto é informar o custo de aquisição das ações, ou seja, o valor pago na compra, e não o preço atualizado de mercado no fim do ano.Imposto de renda: Receita abre consulta ao 1º lote de restrição | MORNING CALLVariação patrimonial incompatível com a rendaA Receita também monitora a compatibilidade entre renda e evolução patrimonial.Um contribuinte que declara renda anual de R$ 80 mil, por exemplo, mas informa a compra de um imóvel de R$ 1 milhão sem indicar outras fontes de recursos, pode cair na malha fina por inconsistência patrimonial.Após declarar, posso ajustar erros?Segundo o Fisco, quem identificar erros após o envio pode remeter uma outra declaração que retifica a anterior. É necessário informar o número do recibo da declaração original e utilizar o programa correspondente ao ano que será corrigido.Até o fim do prazo oficial de entrega, o contribuinte pode alterar inclusive o modelo de tributação escolhido entre desconto simplificado e deduções legais. Após esse período, a retificação continua permitida por até cinco anos, desde que a declaração não esteja sob fiscalização da Receita.A Receita também alerta que declarações já submetidas a procedimento fiscal não podem mais ser retificadas. O impedimento passa a valer a partir do momento em que o contribuinte recebe uma intimação oficial do órgão.