O Brasil enfrentou prejuízos superiores a R$ 514 bilhões devido à falsificação, ao contrabando e à pirataria em 2025, segundo o anuário da ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação).Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (27), e são referentes a perdas de arrecadação tributária e perdas de faturamento das indústrias legalmente estabelecidas.Segundo o documento, no ano passado, foi registrado um crescimento de 8% no prejuízo relacionado à falsificação, contrabando, pirataria e mercado ilegal em relação ao ano anterior. Leia mais Polícia apreende 200 mil figurinhas do álbum da Copa falsificadas no RJ Análise: Investigações dos EUA ainda ameaçam Brasil com tarifas Segurança pública e consumo entram de vez na vitrine eleitoral do Planalto A associação aponta que o valor representa um marco recorde em perdas para empresas e cofres públicos. Entre os setores que registraram maior prejuízo no ano passado, estão:Bebidas alcoólicas: R$ 89,5 bilhõesVestuário: R$ 55 bilhões,Combustíveis: R$ 30 bilhõesMaterial esportivo: R$ 32 bilhõesPerfumaria: R$ 22,8 bilhõesAinda segundo o Anuário, outra indústria que tem sofrido perdas significativas é a de autopeças. De acordo com a ABCF, o prejuízo registrado em 2025 pelo setor foi de R$ 13 bilhões.Advogado: Brasil tem avançado no combate à pirataria | CNN MONEYNesta terça-feira (26), durante a posse da nova diretoria da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Propriedade Intelectual e de Combate à Pirataria, o deputado Julio Lopes (PP-RJ) citou preocupação com a situação do setor.“A gente fez um evento no Rio de Janeiro essa semana, na Firjan [Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro] e a empresa de pneus mostrou que já perdeu 70% do mercado. E é uma das principais empresas do Brasil, que está no Rio de Janeiro. Ela tem 8 mil empregados no Brasil e hoje ela tem apenas 30% de um mercado que já teve”, disse o presidente empossado da FPI.Impacto por estadosO estado de São Paulo, segundo o Anuário da ABCF, é que o mais sofre com as perdas do mercado ilegal, representando 40% do total, cerca de R$ 205,6 bilhões.Em seguida, vem o estado do Paraná, com 14% da perda total do país, com prejuízo estimado em R$ 71,96 bilhões. Em terceiro, vem o estado do Rio Grande do Sul, que concentra 10% da perda do total, com valor nominal de R$ 51,4 bilhões.Regulamentação da indústria da maconha poderia gerar mais de R$ 167 bilhões