O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) suspendeu nesta quarta-feira (27), de forma provisória, o projeto do Boulevard São João, que ficou mais conhecido como a “Times Square paulistana”, que tem como objetivo a instalação de grandes painéis de LED em prédios no cruzamento entre as avenidas Ipiranga e São João, no Centro da capital paulista. A ação ainda cabe recurso.A decisão foi determinada pela 4ª Vara de Fazenda Pública e assinada pela juíza Celina Kiyomi Toyoshima após um processo popular movido contra a prefeitura.Entre os argumentos para a suspensão da medida, a juíza disse que o tamanho do projeto, o impacto na região são um “potencial dano à toda população”.A decisão proíbe o início de “quaisquer obras, instalações ou intervenções relacionadas ao projeto, incluindo a fixação, montagem ou instalação dos painéis de LED nos edifícios Cine Paris República (Av. Ipiranga, 808), Herculano de Almeida (Av. Ipiranga, 890), Galeria Sampa (Av. São João, 604) e New York (Av.Ipiranga, 855)”. Além disso, fica suspensa também projeções mapeadas no Edifício Independência II, sob pena de multa diária.A juíza também determina que uma nova vista ao Ministério Público (MP) seja aberta “para que tome ciência do deferimento da liminar”.O que é a ‘Times Square Paulistana’O projeto Boulevard São João, apelidado de Times Square de São Paulo, sairia do papel entre agosto e setembro. O termo de cooperação de três anos entre a prefeitura e a Fábrica de Bares – que gere o Bar Brahma e outros empreendimentos, proponente da iniciativa – foi publicado no Diário Oficial no dia 23 de abril.O projeto conta com quatro painéis de LED, com dimensões que vão de 300 a 1.000 m², que seriam instalados na região. Neles, seriam veiculados 70% de conteúdo cultural e de utilidade pública e 30% de conteúdo de patrocinadores.A Fábrica de Bares estava prevista para investir pelo menos R$2 milhões ao ano em melhorias ao longo do triênio, incluindo o restauro de monumentos como a fachada da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no Largo do Paiçandu, e a instalação de mobiliário urbano.A expectativa dos empresários e do poder público é que as intervenções aumentem a atratividade e circulação de pessoas, contribuindo para a “recuperação” do centro histórico.