A AngloGold Ashanti, gigante da mineração global, buscará ampliar a exploração do território viável para o ouro na América Latina. A declaração foi feita pelo CEO da companhia, Luís Otávio de Lima, ao programa Mapa da Mina exibido nesta quarta-feira (27).“O Brasil ainda tem muito espaço territorial para exploração. Eu acredito que a gente tem potencial como país de crescimento, mas também como AngloGold na América Latina, onde a gente já está atuando”, disse o executivo.Lima destacou a Argentina como país com “grande potencial” para exploração dentro do continente. Ainda assim, destacou que o centro das atenções no momento está voltado para os Estados Unidos.“Hoje, o nosso grande foco em Américas é numa operação em Nevada, onde a gente acabou de fazer um anúncio ne, inclusive, ganhamos um prêmio com mais de 5 milhões de onças como recurso e reserva na operação”, declarou. Leia Mais Setor de energia renovável cobra presidenciáveis por metas de transição Aegea e Equatorial fazem oferta abaixo do piso para Copasa, dizem fontes Associação de minerais críticos propõe cinco mudanças em projeto A AngloGold também tem um ativo na Colômbia, o Projeto Quebradona, empreendimento de mineração subterrânea de ouro, cobre e prata.À CNN, o CEO da AngloGold disse que é preciso passar por alguns processos para viabilizar o projeto, mas que a companhia não pretende desistir do ativo.“No momento, a gente não vê essa desistência em todas as discussões, estamos trabalhando no time do depósito como um todo. Temos o que eu chamo de direcionamento de portfólio”, afirmou.Presente no Brasil há mais de 190 anos, a AngloGold Ashanti é a maior produtora de ouro do país e a terceira maior do mundo.Em solo nacional, a mineradora atua com operações subterrâneas em três unidades, sendo Cuiabá (em Sabará/MG), Córrego do Sítio (em Santa Bárbara/MG) e Serra Grande (Crixás/GO).Ouro como mineral críticoAinda durante o programa, a companhia defendeu a entrada do ouro como um mineral crítico no novo marco legal do setor, aprovado pela Câmara dos Deputados e que agora tramita no Senado.Ao ser questionado, Lima disse que o ouro complementa os minerais críticos e serve como um “motor econômico” financeiro para o país.“Defendemos (…) quando a gente fala muito em minerais críticos, falamos no motor da infraestrutura, em descarbonização, de toda a parte de infraestrutura e tecnologia”, afirmou.O PL dos Minerais Críticos aprovado pela Câmara focou em “minerais estratégicos” para a transição energética e teconologia, como lítio, cobalto, nióbio, grafite e terras raras. O ouro ficou de fora. Para o metal ser incluído, é preciso haver mudanças no projeto durante apreciação no Senado — o que devem fazer com que o texto volte para a Casa Baixa.