Taxas de DIs fecham próximos da estabilidade com IPCA-15 e alívio nas tensões geopolíticas

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A curva de juros futuros encerrou as negociações desta quarta-feira (27) próxima da estabilidade com o IPCA-15 acima do esperado e alívio nas tensões geopolíticas. A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, de curtíssimo prazo, fechou estável em relação ao ajuste anterior, a 14,065%. Já a taxa de DI para janeiro de 2029, de médio prazo, encerrou as negociações em 13,830% ante 13,815% do fechamento anterior, alta de 1,5 pontos-base.A DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 13,985% ante 13,940% do fechamento da última terça-feira (26), ganho de 4,5 pontos-base.O mercado de títulos do Tesouro norte-americano estenderam o movimento da sessão anterior e os os Treasuries fecharam em queda. O yield do Treasury de dois anos – mais sensível à política monetária – terminou a 4,039% ante 4,050% do ajuste anterior.Já o retorno do título de dez anos — referência para empréstimos imobiliários, financiamento de veículos e dívidas de cartão de crédito — caiu a 4,483%, ante 4,491% do fechamento da véspera. O que mexeu com os DIs hoje?O cenário geopolítico continuou a concentrar as atenções dos investidores. No início da tarde, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que houve algum progresso nas negociações com o Irã em direção a um acordo.“Acho que houve algum progresso e algum interesse, e veremos nas próximas horas e dias se será possível fazer algum progresso”, disse Rubio em uma reunião do gabinete do presidente Donald Trump.Já Trump voltou a dizer que o Estreito de Ormuz estará “aberto a todos” e que nenhum país controlará a importante rota marítima, já que o local contempla “águas internacionais”.Apesar disso, ele destacou que os norte-americanos pretendem “monitorar” o estreito e, no momento certo, Washington liberará os barcos presentes na região.O chefe da Casa Branca ainda disse que “o Irã está determinado a chegar a um acordo. Os iranianos querem muito firmar um pacto”.Pela manhã, a TV estatal do Irã disse que Teerã obteve um esboço não oficial para um memorando de entendimento com Washington. O texto previa a restauração do transporte comercial pelo Estreito de Ormuz aos níveis anteriores à guerra no prazo de um mês pelo Irã, enquanto os EUA retirariam as forças militares das proximidades do Irã e suspenderiam o bloqueio naval.Logo depois, a Casa Branca negou a autenticidade do memorando. Em meio às notícias, os preços do petróleo voltaram a cair para abaixo de US$ 100 o barril. No cenário doméstico, o mercado continuou a revisar as expectativas para a trajetória de juros com novos dados de inflação.Em destaque, a prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15), avançou 0,62% em maio, acima das expectativas do mercado.O dado acumulou alta de 4,64%. em 12 meses, acima do teto da meta de inflação perseguida pelo Banco Central (BC), que é de 4,5%.Além disso, o mercado ficou à espera de dados de emprego. Segundo o Projeções Broadcast, o Brasil deve mostrar a criação líquida de 211.100 vagas com carteira assinada no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de abril.Para a Selic, as opções de Copom negociadas na B3 precificavam 79% de probabilidade de novo corte de 25 pontos-base da Selic em junho, contra 15,5% de chance de manutenção da taxa básica em 14,50% e 3,5% de possibilidade de redução de 50 pontos-base. A data de referência é da última terça-feira (26), dado consolidado mais recente.