EUA liberam US$ 9 bilhões para agências secretas comprarem superchips de IA

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A Casa Branca aprovou um pedido secreto de US$ 9 bilhões (aproximadamente R$ 45 bilhões) para que as agências de espionagem dos Estados Unidos adquiram chips de computador de última geração. A medida visa resolver uma escassez de semicondutores avançados que impede a CIA e a NSA de implantarem totalmente os modelos mais recentes de inteligência artificial (IA) em seus sistemas classificados.O financiamento é destinado a expandir a infraestrutura para suportar o superchip Grace Blackwell, da Nvidia, considerado essencial para tarefas como a análise de dados de inteligência. Embora a liberação total da verba dependa da aprovação do Congresso, a administração já reprogramou US$ 800 milhões (R$ 4 bilhões) para a aquisição rápida de capacidade computacional emergencial.Escassez de semicondutores força acordos operacionais e expõe vulnerabilidades na nuvemPara contornar a falta de componentes, a chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, autorizou a Agência de Segurança Nacional (NSA) a continuar utilizando um modelo avançado produzido pela Anthropic. A autorização ocorre apesar de o Pentágono ter classificado a startup como uma ameaça à cadeia de suprimentos. O novo modelo da empresa, batizado de Mythos, roda de maneira mais eficiente nos novos chips, mas possui a flexibilidade de funcionar em gerações anteriores de hardware.O governo americano e a Anthropic estão finalizando um contrato sigiloso que trará uma ressalva para garantir que a IA não seja utilizada com dados de cidadãos norte-americanos. A medida alinha-se às proibições legais da NSA e da CIA de coletar inteligência domesticamente. O novo acordo também removeu a exigência anterior do Departamento de Defesa que demandava controle para “qualquer uso legal” da tecnologia, termo rejeitado pela fabricante de IA.Urgência na obtenção dos superchips se intensificou após o Mythos, anunciado em abril pela Anthropic, demonstrar alta capacidade para encontrar e armar falhas de segurança cibernética – Imagem: Photo For Everything/ShutterstockAtualmente, as agências operam seus modelos confidenciais nas redes de nuvem da Amazon Web Services (AWS), que anunciou em 2025 um investimento de US$ 50 bilhões (R$ 251 bilhões) para atualizar seus serviços governamentais. Especialistas apontam, contudo, que haverá um atraso significativo até que os data centers isolados da AWS e de outros provedores consigam implementar os chips Grace Blackwell. Essas instalações exigem alta demanda de energia elétrica e complexos sistemas de resfriamento líquido.A urgência na obtenção dos superchips se intensificou após o Mythos, anunciado em abril, demonstrar alta capacidade para encontrar e armar falhas de segurança cibernética, limitando seu acesso inicial a um grupo restrito de bancos e órgãos governamentais. “Nossa comunidade de inteligência precisa da fronteira – os melhores chips de IA, modelos, sistemas, talentos em um cronograma que corresponda à ameaça”, declarou Vinh Nguyen, ex-cientista-chefe de dados da NSA e membro sênior de IA no Council on Foreign Relations, segundo o jornal The New York Times.Em contrapartida, o governo dos EUA evitou discutir publicamente o desabastecimento técnico e criticou a divulgação de dados internos. “Deliberações sensíveis de segurança nacional são conduzidas com a seriedade que exigem, não vazadas para repórteres e reembaladas por meio de alegações seletivas e não verificadas, projetadas para gerar manchetes em vez da verdade”, afirmou Steven Cheung, porta-voz da Casa Branca, de acordo com o jornal, acrescentando que o país lidera o setor e está preparado para lidar com imprevistos.O post EUA liberam US$ 9 bilhões para agências secretas comprarem superchips de IA apareceu primeiro em Olhar Digital.