O PSB aprovou internamente um encaminhamento para o lançamento de dois candidatos ao Senado por São Paulo: os ex-ministros Simone Tebet e Márcio França. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (28), em meio ao impasse na definição da chapa majoritária da esquerda no Estado.A ideia é lançar ambos inicialmente, mas promover uma mudança logo depois. Internamente, se admite que a tendência é que o campo progressista chegue às convenções com apenas dois nomes. Para isso, Simone ou Márcio devem desistir da candidatura à medida que as convenções se aproximem – o prazo final é 15 de agosto. Outra saída aventada é a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede), abdicar da disputa pelo Salão Azul — cenário considerado menos provável, já que auxiliares avaliam que ela deve manter o posto com o aval do presidente Lula (PT). Também se ventila a possibilidade de um dos três nomes como vice do candidato ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad (PT).A expectativa de uma solução, segundo membros do PSB, está justamente em Lula. Uma reunião entre o petista e o presidente da legenda, João Campos, está prevista ainda para esta quinta-feira. “Nossa esperança é que o Lula atue e resolva”, admitiu uma fonte.Apesar disso, interlocutores ouvidos pela coluna veem a reunião com ceticismo. Muitos citam desorganização na chapa do PT ao Estado de São Paulo e criticam a indefinição.PSB pressiona PT e PSOL tenta acordoO movimento do PSB se soma a um imbróglio que já se arrasta no campo aliado. Como mostrou a Jovem Pan, o partido já vinha cobrando do PT e do próprio Lula uma definição rápida sobre os candidatos ao Senado por São Paulo, sob o argumento de que a demora tem atrasado as agendas de pré-campanha de Tebet, França e do próprio Haddad. Lideranças da legenda chegaram a avisar que, caso o PT não sinalizasse uma escolha, lançariam os dois nomes — o que agora se confirma como encaminhamento formal.Paralelamente, o PSOL tenta um acordo direto com o PSB para demover a candidatura de França e consolidar Marina Silva como a segunda opção do campo progressista. A estratégia psolista é demonstrar que a ex-ministra concentra maior apoio entre as legendas da coligação — PDT, PCdoB, PSOL e Rede já declararam preferência por Marina. A ex-ministra também conta com a simpatia de Lula, segundo interlocutores.