Cuba publica vídeo de marionete de Rubio explicando “tutorial” para invasão

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O governo de Cuba publicou nas redes sociais um vídeo de uma marionete de Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, no qual ele explica uma lista sobre “como fazer um país pedir para ser invadido”.Isso acontece em meio ao aumento da pressão dos Estados Unidos contra a ilha do Caribe, com temores de uma possível operação militar. O material foi divulgado pela conta “Gobierno Cuba”, seguida pelo perfil da Presidência, pelo chanceler e outros ministros e autoridades cubanos.Veja o vídeo:https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/05/ED_360_220526_VT_CUBA_MARIONETE_RUBIO_OK.mp4O vídeo começa com o hino nacional dos EUA e o texto “mensagem oficial da Casa Loira – Flórida”. Além disso, uma placa identifica o personagem como “senhor verme loiro” — os cubanos costumam chamar opositores de “gusanos” (vermes, em tradução livre). Em seguida, uma marionete semelhante a Marco Rubio, chefe da diplomacia americana, começa a falar —  na última quarta-feira (20), o secretário divulgou uma mensagem por vídeo em espanhol na qual culpa o governo cubano pelos problemas econômicos da ilha. Leia Mais: Análise: O que Trump espera conseguir com pressão a Cuba? Análise: Cuba é a próxima Análise: Trump busca redenção em Cuba após fracasso no Irã No material divulgado pelo governo cubano, a marionete diz: “Olá a todos, estão prontos para aprender hoje? Hoje vamos aprender a como fazer um país pedir para ser invadido. É mais fácil do que parece!”.Ao longo do vídeo, ele explica a seguinte lista:Passo 1: Cortar o combustível;Passo 2: Esperar que sofram;Passo 3: Oferecer Wi-Fi;Passo 4: Inventar o pretexto;Passo 5: Chegar com o navio (em referência a um porta-aviões).“E se alguém te perguntar o que está fazendo, diga que é pela democracia. Até a próxima, amigos! E lembrem-se: sempre defendam a liberdade, mesmo que tenham que apagá-la primeiro”, complementa o personagem no final do vídeo.Os “passos” listados pela marionete de Marco Rubio fazem referência aos últimos acontecimentos da crescente tensão entre Estados Unidos e Cuba.O governo americano impôs um bloqueio de petróleo contra a ilha, ameaçando quem queira vender combustível para o país caribenho.“Como chamamos isso? Sanções pela democracia!”, diz a marionete de Rubio.Na quarta-feira (20), o embaixador cubano na ONU afirmou em entrevista ao New York Times que Cuba esgotou suas reservas de combustível e está sustentando sua rede elétrica exclusivamente com petróleo produzido internamente e energia renovável.Com a falta de combustível, os apagões se tornaram frequentes no território cubano. A ONU alertou que a situação, aliada à falta de insumos, pressiona o sistema de saúde local, colocando em risco milhões de pessoas.“O segundo passo é muito importante: não aparecer. Corte o combustível e fique quieto. Deixe que o povo sofra sozinho; 25 horas sem luz, sem água, sem medicamentos e eles vão pensar que é culpa do governo cubano — o que é, um pouco, nosso plano”, adiciona a marionete de Rubio.Crise entre EUA e Cuba levanta debate sobre necessidade de mediação internacional | Fora da OrdemRecentemente, os EUA ofereceram US$ 100 milhões (equivalente a cerca de R$ 500 milhões) como ajuda à ilha, o que poderia ser um ponto referenciado pelo “terceiro passo”. O embaixador cubano afirmou ao NYT que a oferta é um insulto, mas que o governo estava inclinado a aceitá-la.“O quarto passo: você precisa de um incidente, algo que justifique o que você já queria fazer de qualquer maneira. Pode ser um drone, um suposto plano de ataque”, comenta a marionete.“Não precisa ser muito crível, só precisa acontecer exatamente quando você mais precisa. No Iraque, foram as armas de destruição em massa; depois disseram que não havia nada, mas nós já estávamos lá. É assim que funciona”, conclui.No quinto passo, ele cita a chegada “de um porta-aviões”. Também na quarta-feira, os EUA anunciaram que o porta-aviões USS Nimitz chegou ao Caribe — porém, Donald Trump afirmou que a embarcação não foi redirecionada para a região como forma de ameaça.Apagão e bloqueio de petróleo: O que está acontecendo em Cuba?