A PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 segue em debate no Brasil e avança para votação no Senado Federal. A proposta, que reformula a jornada de trabalho no país, levanta discussões sobre competitividade industrial, custos operacionais e a necessidade de adaptação das empresas ao novo modelo.Em entrevista ao CNN Money, Alex Carvalho, da Fiepa (Federação das Indústrias do Estado do Pará), avaliou que o momento escolhido para a discussão não é o mais oportuno. Segundo ele, o apelo eleitoral tem comprometido a profundidade do debate.“O aspecto eleitoral tende naturalmente a maquiar algumas consequências que precisam ser debruçadas”, afirmou.Carvalho destacou que a indústria tem alertado para a necessidade de uma discussão mais ampla e responsável sobre os impactos da mudança. Ele disse esperar que o Senado dê maior ressonância aos alertas apresentados pelo setor. Leia Mais Desenrola 2.0 registra recorde de renegociações Análise: Brasil fica entre os países com maiores altas do PIB em 2026 Consumo das famílias cresce 1% no 1º trimestre de 2026, aponta IBGE “Seria de muito bom tom que no Senado houvesse um pouco mais de ressonância aos alertas que a indústria tem feito”, declarou.Segundo o representante da Fiepa, há consenso entre os representantes da indústria sobre a importância de discutir as consequências de uma eventual redução da jornada de trabalho.Carvalho reconheceu que a proposta possui aspectos positivos, como a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores. No entanto, afirmou discordar da forma como a mudança está sendo conduzida.“Discordo particularmente que isso seja definido e engessado através de uma medida constitucional”, disse.Ele defendeu ainda que o acordado entre as partes prevaleça sobre o legislado, princípio que, segundo ele, representa uma conquista da reforma trabalhista.PEC alternativa à 6x1 atende empresas e trabalhadores, diz especialista | ABERTURA DE MERCADOPara Carvalho, a aprovação da PEC representa um retrocesso nos avanços obtidos com a reforma trabalhista. Ele ressaltou que o Brasil já convive com índices de competitividade e produtividade aquém do potencial do país e avaliou que a redução da jornada de trabalho, da forma como está sendo proposta, pode agravar esse cenário.“Essa redução da jornada de trabalho nos preocupa demais sobre o aspecto da competitividade e sobre o aspecto de que isso vai gerar mais um atraso em um país que já está atrasado”, afirmou.Carvalho também comentou o debate sobre o excesso de matérias trabalhistas e tributárias na Constituição Federal. Segundo ele, há um inchaço na Carta Magna brasileira em comparação com constituições de outros países.Ao final, reforçou que a posição da indústria não é de confronto com os trabalhadores, mas de alerta sobre possíveis impactos econômicos da proposta.“Nós estamos fazendo uma defesa, um alerta de quem quer o bem do país”, concluiu.6×1, 5×2, 4×3: conheça os tipos de escala de trabalho Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.