Paciente com suspeita de Ebola é internado em SP

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A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo está investigando um caso suspeito de doença pelo vírus Ebola, registrado pela Coordenadoria de Controle de Doenças (CCD) e o Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE-SP) neste sábado (30).De acordo com um comunicado enviado pela secretaria à CNN Brasil, o paciente de 37 anos está internado em isolamento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas — considerado uma referência para o atendimento das suspeitas de Ebola. O caso ainda não teve confirmação por meio de testes laboratoriais. Leia mais Ebola: por que ainda não há vacinas para a doença? Entenda Ebola cresce e cruza fronteiras, mas risco de pandemia é baixo, diz médica Como funcionam anticorpos monoclonais, usados para tratar médico com Ebola “A investigação foi iniciada de forma preventiva após a identificação de critérios clínicos e epidemiológicos compatíveis com caso suspeito, conforme protocolos nacionais e estaduais”, diz o documento.O homem esteve na República Democrática do Congo (RDC) e teve sintomas como febre, uma das características da doença causada pelo vírus.“As medidas previstas foram adotadas a partir da identificação dos critérios clínicos e epidemiológicos. O procedimento inclui isolamento, notificação imediata, investigação laboratorial e monitoramento conforme os protocolos vigentes”, afirmou Regiane de Paula, coordenadora em Saúde da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP.O surto atual é causado pela cepa Bundibugyo, que também esteve associada a dois surtos anteriores. Um em 2012 no RDC, que teve 38 casos confirmados em laboratório e 13 mortes, e outro em 2007 na fronteira entre o RDC e Uganda, que teve 131 casos relatados e 42 mortes.As infecções por Ebola são muito mais comumente causadas pela cepa Zaire, que impulsionou os maiores surtos da história: um de 2014 a 2016 na África Ocidental e outro na República Democrática do Congo de 2018 a 2020. Esses surtos mataram cerca de 11.000 e mais de 3.000 pessoas, respectivamente.Uma vacina foi desenvolvida durante o surto na África Ocidental e testada com sucesso lá em 2015. Chamada Ervebo, ela foi aprovada pela US Food and Drug Administration em 2019 e autorizada em vários países da Europa e da África. Mas esse trabalho não se estendeu a outros tipos de Ebola.Ebola: o que é, sintomas e tratamento