Eloos: Tecnologia e ciência são apontados como pilares do futuro do agro

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O avanço da tecnologia, da ciência aplicada e da gestão baseada em dados foi o tema central do painel “Ciência para dentro das porteiras: os desafios para o agro tecnológico e inovador”, realizado durante o Eloos, evento promovido nesta segunda-feira (1º) pela Itatiaia em parceria com a CNN Brasil, em Belo Horizonte.O presidente da Sociedade Mineira dos Engenheiros Agrônomos, Bernardo Scarpelli, destacou que a engenharia agronômica tem papel fundamental na transformação tecnológica do agronegócio brasileiro.Segundo ele, os ganhos de produtividade observados nas últimas décadas são resultado direto da aplicação da ciência no campo.Como exemplo, Scarpelli citou a evolução da cultura do milho, cuja produtividade saltou de cerca de cinco toneladas por hectare há 30 anos para patamares próximos de 16 toneladas por hectare atualmente. Leia Mais Antidumping garante competitividade à pecuária leiteira, diz executivo OAB-MG defende segurança jurídica para fortalecer agronegócio brasileiro Amif vê geopolítica e falta de planejamento como entraves ao agro Apesar dos avanços, ele ressaltou que ainda existem desafios relacionados ao uso adequado de equipamentos e insumos, reforçando a importância da capacitação técnica dos produtores.O presidente da Faemg (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais), Antônio de Salvo, destacou os resultados obtidos por meio da Ateg (Assistência Técnica e Gerencial).Segundo ele, produtores atendidos pelo programa registraram aumento médio de 21% na renda da pecuária leiteira e de 26% na cafeicultura.De Salvo afirmou que a meta da entidade para os próximos dez anos é ampliar o atendimento técnico a todos os produtores rurais do estado, reduzindo gradualmente a dependência de apoio estatal.Ele também ressaltou que o pacote tecnológico desenvolvido pela agropecuária brasileira é único no mundo e que organismos internacionais, como a FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura), têm ampliado o reconhecimento das características e dos avanços da agricultura tropical.O professor convidado do Centro Agroambiental da FDC (Fundação Dom Cabral), Guilherme Raucci, destacou que o setor vive uma nova etapa de evolução tecnológica, marcada pelo uso de sementes melhoradas, bioinsumos, agricultura de precisão e ferramentas digitais. Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 1 de 18 Painel "Do campo a geopolítica: o agro no centro das decisões globais" durante o Eloos, em Belo Horizonte • Uarlen Valério / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagem 2 de 18 Adriana Maugeri, presidente da Associação Mineira de Indústria Florestal, durante painel "Do campo a geopolítica: o agro no centro das decisões globais", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 3 de 18 Deputado federal Domingos Sávio (PL-MG) durante painel "Do campo a geopolítica: o agro no centro das decisões globais", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 4 de 18 Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, e Thales Almeida, secretário de Estado e de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, durante o painel "Do campo a geopolítica: o agro no centro das decisões globais", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagem 5 de 18 João Vitor Xavier, CEO da CNN e vice-presidente da Itatiaia, durante o Eloos, evento que debate os desafios e o futuro do agronegócio • Uarlen Valério / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 6 de 18 Eloos, evento que debate os desafios e o futuro do agronegócio, é realizado em Belo Horizonte • Itatiaia Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 7 de 18 Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao chegar para o Eloos, evento que debate os desafios e o futuro do agronegócio • Itatiaia Trocar imagemTrocar imagem 8 de 18 Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado se cumprimentam durante o Eloos, em Belo Horizonte • Uarlen Valério / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 9 de 18 Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência, durante o Eloos, em Belo Horizonte • Uarlen Valério / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 10 de 18 Painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro" durante o Eloos, em Belo Horizonte • Rodrigo Leite / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagem 11 de 18 Núbia de Paula, vice-presidente em exercício da OAB-MG, durante o painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro", no Eloos • Rodrigo Leite / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 12 de 18 José Luiz Bellini Leite, chefe geral da Embrapa Gado de Leite, durante o painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro", no Eloos • Rodrigo Leite / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 13 de 18 Alexandre Lacerda, presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, durante o painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro", no Eloos • Rodrigo Leite / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagem 14 de 18 Fernanda Pressinott, colunista da CNN Brasil, durante o painel "Safra forte, estrutura frágil: os gargalos do agro brasileiro", no Eloos • Rodrigo Leite / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 15 de 18 Painel "Ciência para dentro das porteiras: os desafios para um agro tecnológico e inovador" durante o Eloos, em Belo Horizonte • Uarlen Valério / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 16 de 18 Ludmila Falcão, deputada estadual de Minas Gerais, durante o painel "Ciência para dentro das porteiras: os desafios para um agro tecnológico e inovador", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagem 17 de 18 Antônio de Salvo, presidente do Sistema FAEMG, durante o painel "Ciência para dentro das porteiras: os desafios para um agro tecnológico e inovador", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 18 de 18 Bernardo Scarpelli, presidente da Sociedade Mineira dos Engenheiros Agrônomos, durante o painel "Ciência para dentro das porteiras: os desafios para um agro tecnológico e inovador", no Eloos • Uarlen Valério / Itatiaia Trocar imagemTrocar imagem visualização default visualização full visualização gridSegundo ele, a agricultura brasileira já opera em um ambiente de alta tecnologia, mas enfrenta o desafio de transformar o grande volume de dados gerados nas propriedades em decisões mais eficientes.Raucci observou que, por ser uma atividade realizada a céu aberto e sujeita a fatores climáticos, a agropecuária exige cada vez mais planejamento e capacidade de interpretar informações para reduzir riscos e aumentar a produtividade.Também participante do debate, a deputada estadual Ludmila Falcão (Republicanos-MG) destacou que a tecnologia é fundamental para o desenvolvimento do agronegócio mineiro e para a competitividade do estado frente a outros polos produtores do país.A parlamentar ressaltou a importância da Epamig (Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais) e da Emater-MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais) na geração de conhecimento, pesquisa e assistência aos produtores rurais.Segundo ela, o avanço tecnológico será decisivo para que Minas Gerais continue ampliando sua participação nos mercados nacional e internacional, com ganhos de eficiência, produtividade e sustentabilidade.Durante o evento, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), também chamou atenção para os desafios econômicos enfrentados pelo setor.Segundo ele, os atuais patamares das taxas de juros dificultam novos investimentos no agronegócio e acabam limitando o avanço de projetos voltados à modernização das propriedades.Zema destacou ainda que o aumento da inadimplência tem levado produtores e empresas a adotarem uma postura mais cautelosa na hora de investir. Para ele, o crescimento econômico depende diretamente da capacidade de investimento dos agentes produtivos.“Uma economia para avançar precisa de investimentos, e quem investe também aumenta a produtividade”, afirmou.Agro impulsiona PIB em 2025, mas deve perder fôlego em 2026