Estados Unidos e Irã apresentam versões contraditórias sobre o andamento das negociações de paz no Oriente Médio, enquanto Israel mantém sua ofensiva militar no sul do Líbano.A correspondente internacional da CNN Priscila Yazbek, em Nova York, detalhou que o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, não apenas confirmou a continuidade dos ataques no sul do Líbano, mas também ameaçou atacar alvos em Beirute, capital libanesa, caso o Hezbollah não cesse os disparos contra o território israelense.Após essa ameaça, a embaixada do Líbano em Washington informou que o Hezbollah aceitou uma proposta dos Estados Unidos para o encerramento das hostilidades, que seria ampliada para abranger todo o território libanês. Leia Mais EUA avaliam como positiva nova rodada de negociações entre Israel e Líbano Análise: Ataques de Israel ao Líbano dificultam fim da guerra Análise: Ações de Israel no Líbano fragilizam Estados Unidos Deslocamento em massa e impasse diplomáticoA ofensiva israelense provocou um novo deslocamento de civis no Líbano.O gabinete de Netanyahu acusa o Hezbollah de violar o cessar-fogo, mas um deputado do Hezbollah declarou que a organização apoiaria uma trégua total em todo o Líbano como etapa preliminar para a retirada das tropas israelenses.A correspondente destacou que negociações anteriores entre autoridades libanesas e israelenses não contaram com a participação do Hezbollah — que, além de ser um grupo armado financiado pelo Irã, possui representação no parlamento libanês —, o que impediu a interrupção dos combates.O analista de Internacional da CNN Lourival Sant’Anna explicou, ao CNN Prime Time, que o grande obstáculo às negociações entre EUA e Irã é justamente o conflito entre Israel e o Hezbollah.“O Irã se recusa a seguir adiante nessas negociações enquanto Israel continua expandindo a ocupação sobre o Líbano”, afirmou.Trump pressionado e versões conflitantesA agência estatal iraniana reportou que as negociações com os Estados Unidos estavam suspensas em razão dos ataques israelenses ao Líbano.Houve ainda troca de ataques entre forças americanas e iranianas, inclusive em uma base dos EUA no Kuwait.O presidente americano, Donald Trump, iniciou o dia afirmando acreditar que o Irã desejaria negociar e, posteriormente, em entrevista à NBC, declarou que os dois países já estavam conversando muito e que “talvez seria melhor agora que ficassem em silêncio” — ressaltando que isso não significava novos bombardeios ao Irã.Sant’Anna observou que a declaração é irônica, já que Trump costuma falar publicamente sobre as negociações, e que o americano também reclamou de pressões internas de democratas e de republicanos que, segundo ele, estariam atrapalhando as tratativas com o Irã.Segundo o analista, enquanto a questão de Israel no Líbano não for resolvida, as negociações com Teerã não avançarão. Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNN. Clique aqui para saber mais.