Mesmo após a recomendação da imposição de tarifas de 25% sobre todas as importações do Brasil para os Estados Unidos, a implementação das medidas não são imediatas.Segundo o documento divulgado pelo USTR (Representante Comercial dos Estados Unidos) na noite desta segunda-feira (2), antes de adotar aplicação definitiva de qualquer sanção ou medida, o governo americano realizará consultas públicas e audiências. Leia mais Nós que deveríamos aumentar taxação dos EUA, diz Lula após novas sanções Pix é "injusto e discriminatório" com empresas dos EUA, diz relatório Escritório Comercial dos EUA propõe taxar em 25% importações brasileiras O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos realizará uma audiência sobre a ação proposta no dia 6 de julho. Já o prazo limite para a definição e aplicação das “medidas corretivas” contra o Brasil é o dia 15 de julho.Como adiantado pela CNN, o governo brasileiro já aguardava para os próximos dias uma nova sanção dos EUA. A perspectiva do Palácio do Planalto era de que houvesse uma recomendação para uma punição, mas sem uma aplicação imediata.Dessa forma, o governo brasileiro terá pouco mais de um mês para tentar negociar com os EUA o recuo ou a não aplicação das sanções às importações brasileiras.Na manhã desta terça-feira (2), o Palácio do Planalto, através da Vice-Presidência da República convocou uma reunião de emergência para discutir possíveis ações frente ao documento divulgado.O encontro, que contou com a participação de diversos ministros de Estado, não constava na agenda das autoridades.O governo previa a presença do ministro da Fazenda, Dario Durigan, do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Marcio Elias, do MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento), Bruno Moretti, da SRI (Secretaria de Relações Institucionais), José Guimarães (PT), e do ministro da Secom (Secretaria de Comunicação), Sidônio Palmeira.