Caiado promete enviar reformas ao Congresso no 1º dia e anistia a condenados do 8 de janeiro

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O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD) afirmou que, se for eleito, encaminhará no primeiro dia de governo reformas ao Congresso. Listou como exemplo as reformas trabalhista, política, administrativa e rever a reforma tributária. Ele concedeu entrevista ao Canal Livre, da Band TV, na noite deste domingo (31).Além disso, ele afirmou que também enviará ao Congresso no primeiro dia de mandato a categorização das facções criminosas como terroristas e anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro.“Encaminharei no primeiro dia, não vou deixar para o segundo. Vou rever a reforma tributária. Reforma administrativa, reforma política, reforma trabalhista. Encaminharei todas elas no primeiro dia do meu governo. Junto com o terrorismo e junto com a anistia”, declarou.LEIA TAMBÉM: Tenha acesso às recomendações mais valorizadas do mercado sem pagar nada; veja como receber os relatórios semanais do BTG Pactual com o Money TimesSobre a dívida pública, Caiado prometeu que vai estabilizar essa conta no primeiro ano e depois ir reduzindo a dívida em proporção do Produto Interno Bruto (PIB) 1 ponto porcentual por ano.“No primeiro ano fica essa dúvida, ainda estou terminando os cálculos. Eu estabilizo a dívida PIB e cada ano eu baixo 1 ponto porcentual. Esse é o projeto meu para trabalhar nesse sentido. Se eu disser isso para os empresários, eles investirão no Brasil”, completou.Ele ainda criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por fazer medidas como o Desenrola, voltado à renegociação das dívidas das famílias.“Agora tem um Desenrola. Senhor Lula, quem é que enrolou? Quem é que foi que enrolou o povo brasileiro nessa dívida toda que ele está aí dentro? Quem foi?”, questionou Caiado. “Porque hoje o cidadão está aplaudindo e está vendo. Eu vou te dar o FGTS para você pagar uma dívida para o agiota chamado Lula. O Lula é o agiotão”, criticou.Aposentadoria continua vinculada ao salário mínimoEm um eventual governo de Ronaldo Caiado, os aposentados vão continuar o benefício previdenciário vinculado ao reajuste do salário mínimo.“Não vou tirar essa prerrogativa do aposentado”, disse Caiado.Ele citou também a escala 5×2, em discussão no Congresso Nacional, mas ponderando que há necessidade de modernização. Como exemplo, citou projeto do senador Rogério Marinho que trata de pagamento por hora trabalhada.Caiado é favorável à proposta de Marinho porque entende que os jovens não querem apenas a ‘CLT tradicional’. Segundo o presidenciável, eles prezam por flexibilidade e valorização de produtividade.O ex-governador de Goiás criticou, na entrevista, o modelo de gestão com foco em programas de transferência de renda. Para ele, o País corre o risco de comprometer seu potencial ao tornar o povo dependente do Estado.“Vou desenvolver as potencialidades do Brasil. Você só eleva o padrão do país se distribuir riqueza. E como se distribui riqueza? Pelo conhecimento”, afirmou.Caiado defendeu que o Brasil não seja um mero “exportador de commodities e importador de tecnologia de ponta”. Defendeu investimento em educação, argumentando que o país tem território e potencial para desenvolver toda a cadeia produtiva internamente.Ele disse que é preciso aproveitar as “riquezas críticas” como as terras raras e disse que a nação não pode ser tão dependente de insumos de fora, como no caso dos fertilizantes.Facções como terroristas e Forças Armadas nas ruasNa entrevista, Caiado disse que o governo do PT construiu e “pôs fermento nas facções criminosas”.“Qual é o fator determinante dessa campanha eleitoral? Moral. Este é o divisor de águas. Um governo que construiu as duas facções mais violentas do país e as mais importantes. Multinacionais do crime. PCC e Comando Vermelho”, disse.Ele afirmou que irá categorizar essas organizações criminosas como terroristas e combatê-las com as Forças Armadas.“Vou implantar como terrorista, vou usar as forças de segurança, Exército Aeronáutico, a Marinha, as forças estaduais e vou fazer um combate severo a poder resgatar a soberania brasileira – primeiro item para o Brasil crescer. Chega”, completou.Fermento na campanhaO ex-governador de Goiás afirmou que ainda não subiu nas pesquisas porque não houve debate e 50% das pessoas não o conhecem.“Eu sou desconhecido por quase 50% da população. Segundo, ninguém tem aí um recall de quem está na presidência da República, que é o Lula e o PT há 5 mandatos”, afirmou Caiado.Segundo ele, suas reações às acusações contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não foram leves, mas defendeu que não se pode criar um racha dentro da direita já que o objetivo é derrotar o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.“Por um motivo só. Nós não tivemos debate. Nós não tivemos oportunidade de discutir, mano a mano, quem é que realmente sabe, quem tem autoridade moral para sentar a cadeira, quem tem coragem de enfrentar a violência, o crime, a corrupção”, disse ele.Perguntado porque os eleitores deveriam o escolher, Caiado afirmou que a escolha será feita por quem tiver mais entregas e que Lula e Bolsonaro não entregaram o esperado.“O PT já teve oportunidade de governar o País em 2018, mas não fez as entregas. Aí o PT voltou. Por que o PT não volta em Goiás para os próximos 100 anos? Porque o governo entregou para a sociedade acima do que ela esperava”, completou ele.Para Caiado, a Lula e Flávio Bolsonaro bateram no teto da rejeição e ele tem uma estrada para caminhar.“A rejeição de Lula e Bolsonaro são as maiores. O Lula e o Bolsonaro são os dois maiores no top. Então, isso bateu no teto. Eles bateram no teto. E o Caiado tem um estradão enorme, como a gente fala no interior, uma picada enorme para poder caminhar nela”, afirmou.