Azul (AZUL4) acelera crescimento internacional com nova encomenda bilionáriaA Azul anunciou nesta segunda-feira, 1º de junho, a encomenda de quatro aeronaves Airbus A330-900 (A330neo) adicionais, reforçando a estratégia de expansão internacional. Os aviões serão utilizados para ampliar a capacidade da companhia em voos de longa distância entre o Brasil, a Europa e os Estados Unidos.O anúncio ocorre após a companhia receber, na sexta-feira, 29, a primeira aeronave de um contrato firmado com a Airbus para a aquisição de 11 novos A330neo.O avião deve entrar em operação ainda em junho. Uma segunda unidade será entregue no segundo semestre de 2026, enquanto as demais chegarão gradualmente nos próximos anos, de acordo com a companhia.“Essas aeronaves representam um novo capítulo para a Azul, refletindo não apenas a força financeira da companhia, mas também nossa visão de longo prazo e compromisso com um crescimento sustentável e consistente”, afirmou o vice-presidente Jurídico e de Frota da companhia, Raphael Linares. O executivo acrescentou que os aviões ampliam a capacidade de conectar o Brasil a destinos globais com maior eficiência.A Azul atende atualmente mais de 137 destinos no Brasil e opera voos internacionais para Estados Unidos, Europa e América do Sul. Segundo Linares, a chegada gradual das demais aeronaves permitirá à companhia adicionar destinos, otimizar custos e acompanhar o crescimento da demanda.Equipado com motores Rolls-Royce Trent 7000, o A330-900 tem alcance de até 13,3 mil quilômetros sem escalas e foi projetado para consumir até 14% menos combustível por assento em comparação com aeronaves da geração anterior. O modelo operado pela Azul possui 298 assentos, sendo 34 na classe executiva, 96 na Economy Extra e 168 na Economy.Até o fim de abril, a família A330 acumulava 1.970 pedidos firmes de 133 clientes em todo o mundo. Na América Latina e no Caribe, a Airbus já vendeu mais de 1.300 aeronaves e mantém mais de 900 aviões em operação. A fabricante afirma que sua carteira de pedidos representa cerca de 70% da futura frota comercial da região.Com Estadão Conteúdo