UFC na Casa Branca: evento histórico, polêmico e cercado por forte esquema de segurança

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A menos de duas semanas da realização do “UFC Freedom 250”, a Casa Branca já começou a ser transformada em uma arena de luta para receber um dos eventos esportivos mais incomuns da história dos Estados Unidos. Marcado para 14 de junho, o torneio acontecerá no gramado sul da residência oficial do presidente norte-americano Donald Trump e faz parte das comemorações pelos 250 anos da independência do país.  A estrutura montada no local inclui uma gigantesca instalação de iluminação apelidada de “The Claw” (“A Garra”), que tem chamado atenção por dominar visualmente a paisagem da Casa Branca. Segundo o presidente do UFC, Dana White, o equipamento foi fabricado na Bélgica, montado e testado na Filadélfia antes de ser transportado para Washington.  A expectativa é de que mais de 90 mil pessoas acompanhem o evento. Cerca de 4.300 convidados assistirão às lutas diretamente no gramado da Casa Branca, enquanto aproximadamente 85 mil espectadores poderão acompanhar a transmissão em telões instalados na área do Ellipse, próximo ao complexo presidencial. Parte significativa dos ingressos foi reservada para militares e suas famílias.  O card principal contará com nomes de peso do MMA mundial. A luta principal colocará frente a frente o campeão dos leves Ilia Topuria e o campeão interino Justin Gaethje. Outro destaque será o combate entre o brasileiro Alex Pereira e o francês Ciryl Gane, válido pelo cinturão interino dos pesos-pesados.  Além das lutas, a programação inclui encontros com atletas, eventos promocionais, pesagem cerimonial e apresentações musicais. Entre os convidados citados por Dana White estão Tom Brady, Dwayne “The Rock” Johnson, Jared Leto, Adam Sandler e Jason Statham.  O custo estimado da operação gira em torno de US$ 60 milhões. Segundo a Casa Branca e o UFC, a organização do evento assumirá integralmente os gastos. Dana White afirmou anteriormente que a empresa “está bancando tudo”, enquanto executivos do grupo TKO, controlador do UFC, classificaram a iniciativa como uma oportunidade de exposição global para a marca.  A realização do torneio também gerou críticas. Políticos democratas questionaram a prioridade dada ao espetáculo em meio a debates econômicos e internacionais. O comentarista Joe Rogan classificou o projeto como um “gimmick” e apontou preocupações relacionadas à segurança do evento. O próprio Trump respondeu às críticas dizendo que se trata de um “bom gimmick” e algo que provavelmente nunca mais acontecerá.  Nas redes sociais, a repercussão segue dividida. Enquanto apoiadores consideram a iniciativa uma celebração patriótica e um marco para o esporte, críticos enxergam o evento como um símbolo da transformação da política norte-americana em espetáculo. Discussões sobre o impacto cultural e institucional da luta dominam plataformas como Reddit e outras redes desde o início da montagem da arena.  A organização ainda monitora as condições climáticas para a realização da luta ao ar livre. Segundo Dana White, o único cenário capaz de provocar alterações no cronograma seria a ocorrência de raios durante o evento. Equipes do UFC trabalham em conjunto com autoridades militares para acompanhar a previsão do tempo em tempo real.  O post UFC na Casa Branca: evento histórico, polêmico e cercado por forte esquema de segurança apareceu primeiro em Vitrine do Cariri.