Para a eleição presidencial de 2026, o Google vai manter a diretriz anunciada em 2024 que proíbe a veiculação de anúncios políticos no país. Com a medida, nenhum conteúdo relacionado a candidatos políticos poderá ser veiculado no Google Ads, plataforma de publicidade da empresa.“As eleições são importantes para o Google e, ao longo dos últimos anos, temos trabalhado incansavelmente para lançar novos produtos e serviços para apoiar candidatos e eleitores. Desde 2024, o Google Ads não permite a veiculação de anúncios políticos no país. Temos o compromisso global de apoiar a integridade das eleições e continuaremos a dialogar com autoridades em relação a este assunto”, disse o Google em nota enviada à CNN Brasil. Leia Mais Google destaca Brasil ao apresentar nova busca com IA: "Nos ensinou muito" IA desafia eleição, mas cenário de desconfiança nas urnas deve ser menor YouTube amplia detecção de vídeos com IA às vésperas de eleição no Brasil À época, quando a decisão foi anunciada, a empresa afirmou se basear nas resoluções do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Na ocasião, a gigante de tecnologia destacou o “o compromisso global de apoiar a integridade das eleições” e parou de veicular as propagandas a partir do mês de maio.De acordo com a resolução definida pela Corte Eleitoral durante as eleições municipais, plataformas digitais deveriam disponibilizar um repositório de anúncios para que pudessem ser acompanhados em tempo real pelo Tribunal. Dados como os valores, os responsáveis pelo pagamento e as características do público-alvo da publicidade também deveriam ser informados.Outra medida adotada pelo TSE foi a determinação de que as big techs (as empresas gigantes de tecnologia) deveriam adotar diretrizes para impedir ou reduzir a circulação de desinformação ou informações descontextualizadas que possam impactar o processo eleitoral.No pleito deste ano, a Corte se prepara para enfrentar mais um desafio envolvendo a tecnologia: a presença da IA (Inteligência Artificial).O Tribunal vem reforçando medidas para conter a disseminação de conteúdos enganosos e reduzir o impacto da desinformação nas eleições. Dentre as medidas adotadas, estão a restrição de conteúdos criados ou alterados por IA durante as 72 horas que antecedem as eleições e a obrigatoriedade de avisos explícitos de que se tratam de conteúdos criados artificialmente.Análise: Nova liderança no TSE deve influenciar diretamente as eleições | CNN NOVO DIA