A modelo e influenciadora Maynara Bittencourt relatou, nas redes sociais, ter sido vítima de racismo dentro de um elevador no Centro do Rio de Janeiro, nesse sábado (30). Além de ter sido chamada de “macaca” e “favelada”, ela afirma ter sofrido agressões físicas. A influenciadora afirmou que, ao sair do trabalho, entrou em um elevador com outra mulher, que teria iniciado uma série de ofensas racistas. Além das ofensas verbais, Maynara relata que foi agredida fisicamente, sofrendo arranhões enquanto tentava registrar a situação em vídeo e a outra mulher tentava tomar seu celular. O caso foi registrado na 4ª DP (Presidente Vargas), na madrugada de sábado (30), e encaminhado à 1ª DP (Praça Mauá), que dará prosseguimento às investigações • Reprodução / @eunaraoA modelo também afirmou que, após o episódio, procurou uma unidade policial, mas não recebeu o atendimento que considerava adequado para uma pessoa que havia acabado de ser vítima de um crime. Leia Mais “Preto não é juiz”, diz desembargadora ao relatar caso de racismo no MT "Vai baixar o santo?": mulher ganha ação após racismo religioso na Bahia "Boiola depilada": mulher faz mais ataques homofóbicos após ser solta em SP “Estou compartilhando esse relato porque o silêncio protege os agressores. Racismo não é opinião, não é brincadeira, não é mal-entendido. Racismo é crime!”, declarou Maynara. Agentes da Secretaria de Ordem Pública (Seop) foram acionados por pedestres para atender a ocorrência na Rua dos Andradas. No local, encontraram duas mulheres discutindo. Após a abordagem e diante de versões completamente contraditórias sobre o ocorrido, ambas foram conduzidas à 4ª DP para o registro da ocorrência. O caso foi registrado na 4ª DP (Presidente Vargas), na madrugada de sábado (30), e encaminhado à 1ª DP (Praça Mauá), que dará prosseguimento às investigações. STF torna Silas Malafaia réu por injúria contra Alto Comando do Exército | CNN 360°Sobre a alegação de demora no atendimento, a Polícia Civil esclareceu que o registro da ocorrência e as oitivas dos envolvidos duraram aproximadamente duas horas. A instituição ressaltou que as delegacias atendem simultaneamente diversas ocorrências de diferentes naturezas e graus de complexidade. Segundo a corporação, os agentes realizam procedimentos técnicos indispensáveis para a correta formalização dos fatos, garantindo o adequado acolhimento das partes e a correta prestação de serviço ao cidadão.