Líder na aviação regional e atendendo cerca de 150 cidades, a Azul Conecta quer expandir a malha para 200 destinos no país, além de aumentar sua presença na aviação executiva, impulsionada pela chegada do Pilatus PC12, aeronave monomotor turboélice de alta performance para esse tipo de transporte, segundo adiantou o CEO da Conecta, Vitor Cordeiro, à CNN.Na semana passada, a Conecta anunciou mais uma rota em Minas Gerais, ligando Belo Horizonte a Diamantina, no Vale do Jequitinhonha, com voos às segundas, sextas e domingos.Além de Diamantina, a companhia divulgou em maio a ligação entre a capital mineira e São João Del Rei, na Zona da Mata, também com três frequências semanais. As operações para as duas rotas começam a partir de 2 de agosto. Trocar imagemTrocar imagem 1 de 7 Imagem mostra hangar da Azul Conecta, em Jundiaí (SP) • Rafael Villarroel/CNN Trocar imagemTrocar imagem 2 de 7 Imagem mostra hangar da Azul Conecta, em Jundiaí (SP) • Rafael Villarroel/CNN Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 3 de 7 Imagem mostra hangar da Azul Conecta, em Jundiaí (SP) • Rafael Villarroel/CNN Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 4 de 7 Imagem mostra aeronave Cessna Caravan em hangar da Azul Conecta, em Jundiaí (SP) • Rafael Villarroel/CNN Trocar imagemTrocar imagem 5 de 7 Imagem mostra aeronave Cessna Caravan em hangar da Azul Conecta, em Jundiaí (SP) • Rafael Villarroel/CNN Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 6 de 7 Imagem mostra aeronave Cessna Caravan em hangar da Azul Conecta, em Jundiaí (SP) • Rafael Villarroel/CNN Trocar imagemTrocar imagem Trocar imagemTrocar imagemTrocar imagem 7 de 7 Imagem mostra aeronave Pilatus em hangar da Azul Conecta, em Jundiaí (SP) • Rafael Villarroel/CNN visualização default visualização full visualização grid Leia Mais Governo espera queda no preço do QAV em junho após três altas seguidas MPT dá prazo para Anac definir norma sobre fadiga de pilotos brasileiros CMN aprova linha emergencial de R$ 1 bilhão para aéreas Já sobre os planos para a aviação executiva, o CEO afirma que após a saída da companhia do programa de recuperação judicial nos Estados Unidos, o Chapter 11, a Conecta está em condições de ser mais competitiva, ofertando mais voos e trazendo mais aeronaves para a frota.“A gente continua com o nosso DNA principal, que é a aviação subregional, mas nós também estamos querendo muito desenvolver e entrar na aviação executiva”, disse.Atualmente, a subsidiária já realiza fretamentos e serviços de táxi aéreo, mas com a chegada do avião Pilatus, a empresa pretende ampliar o portfólio de serviços e atendimento dentro da aviação executiva e de negócios.Ainda segundo Cordeiro, o objetivo maior é fazer da Conecta o “o maior táxi aéreo do Brasil”.Leia os principais destaques da entrevista:CNN: Como a Azul Conecta avalia a compra dos E2 pela Latam e essa expansão mirando a concorrência na aviação regional?Vitor Cordeiro: Foi um movimento até natural, de desenvolvimento, que a Latam pensou. Só que o E2 é um avião que não é tão regional assim, né? Ele é um jato e um avião muito grande. É um avião regional que não cabe em aeroporto regional. Então, é positivo quando a gente fala para o mercado, mas a Azul está muito firme em continuar o seu desenvolvimento operando em cidades ainda menores.A Latam vai acabar entrando em cidades em que a gente já opera com jatos. Ela ainda continua limitada a cidades que não têm tanta infraestrutura, que dá para operar somente com o ATR, com o Caravan, em uma capilaridade só a Azul consegue ter. E a gente vai continuar investindo nisso.CNN: Há alguma rota em estudo mais avançada que você possa adiantar?Cordeiro: Estamos discutindo com o Rio Grande do Sul e com o Paraná possibilidades de ampliar os destinos. No caso do Rio Grande do Sul, seria voltar a ter operações. No Paraná, ampliar.CNN: Vocês têm o programa Voe Paraná, envolvendo a parte de ICMS e incentivos estaduais. E antigamente vocês tinham esse programa também no Rio Grande do Sul. Como está essa questão de voos mais regionais dentro dos próprios estados? Existe no horizonte uma possibilidade de um programa desse em São Paulo, pensando no tamanho do estado e na demanda do interior?Cordeiro: Sempre existe a demanda da capital para o interior do estado. E aí há alguns estados, em específico, em que as cidades do interior têm uma demanda muito grande para São Paulo também. No Paraná, há mais voos de Londrina, Maringá e Cascavel para São Paulo do que para Curitiba.Estamos olhando oportunidades, e discutindo com o Rio Grande do Sul, o próprio Paraná e São Paulo para ampliar a nossa malha.CNN: Existe algum obstáculo que impeça essa expansão?Em um contexto de alta dos combustíveis, nem toda cidade se torna viável para nós na atual circunstância.Precisamos entender quais são as possibilidades dos estados em nos auxiliar, seja com programas de ICMS, divulgação da malha, entre outras coisas. Tem que ser alguma coisa tripartite para que seja sustentável.CNN: O uso do Caravan, por ser uma aeronave mais versátil, permitiria à Azul alcançar cidades onde jatos não operam?Cordeiro: O Caravan é conhecido como o “trator dos ares”. Ele consegue operar em pistas muito ruins ou despreparadas. Mas a flexibilidade do Caravan não exclui a necessidade de investimentos nos aeroportos.Mesmo sendo uma aeronave parruda, temos exigências de segurança, e nisso a gente concorda 100% com a Anac. Então, vamos parar as operações até que aquilo seja consertado.Em Breves (PA) e Monte Dourado (PA), nós recebemos notificação da ANAC depois de terem encontrado problemas de pavimento.Ao mesmo tempo que o avião é muito bom e flexível, a gente também precisa que esses locais melhorem minimamente, para não virar um problema futuramente.O que atrapalha a consolidação de uma rota é a regularidade. Se o empresário não sabe se vai conseguir pousar ou não por causa da infraestrutura, ele vai de carro para um aeroporto maior. Isso desestimula a demanda.CNN: O que podemos esperar da Azul Conecta no Brasil, e qual é o futuro da empresa?Cordeiro: Agora, que a companhia saiu do Chapter Eleven, ela está em uma condição mais competitiva para trazer aviões e ofertar mais voos. Na Conecta, a gente continua com o DNA principal da aviação subregional, mas também queremos muito desenvolver a aviação executiva.A chegada do Pilatus é para auxiliar nisso: aviação de negócios e prestação de serviços.Queremos ampliar esse portfólio dentro da aviação executiva e aviação geral, porque o Brasil é o segundo maior mercado de aviação executiva do mundo.Temos um mercado que existe, demanda muita coisa, e a Conecta pode ser uma grandea supridora, pois tem toda a força da Azul por trás e ao mesmo tempo a flexibilidade de penetrar em mercados menores e mais especializados.Então a gente vai continuar desenvolvendo. Nosso objetivo é tornar a Conecta o maior táxi aéreo do Brasil.