O conselho de administração do Hospital Mater Dei (MATD3) aprovou o quarto programa de recompra de ações da companhia, mostra fato relevante divulgado ao mercado na noite de segunda-feira (1). Vale pontuar que a aprovação de um programa de recompra pode ter diversas razões, entre elas a crença pela empresa de que as ações estão baratas, a distribuição de ações aos executivos como bônus sem a emissão de novos papéis e a geração de valor ao acionista.De acordo com a Mater Dei, esse programa dá continuidade ao anterior, visando maximizar a geração de valor para o acionista por meio de uma administração eficiente da estrutura de capital. “Na visão da administração da companhia, o valor atual de suas ações não reflete o real valor dos seus ativos combinado com a perspectiva de rentabilidade e geração de resultados futuros”, diz o comunicado. O programa está limitado à aquisição de até 9.307.045 ações ordinárias, que representam 02,79% das ações totais emitidas pela companhia e 16,11% das ações em circulação no mercado. As ações adquiridas ficarão em tesouraria e, posteriormente, podem ser canceladas, vendidas, utilizadas para atendimento aos planos de remuneração baseados em ações da companhia e/ou ebentuais aquisições em outras sociedades.“As aquisições serão realizadas em bolsa de valores, a preço de mercado, cabendo à diretoria da companhia decidir o momento e quantidades de ações a serem adquiridas, observados os limites e o prazo de validade estabelecidos aprovados pelo conselho de administração” diz o Mater Dei.O prazo para realização das aquisições iniciou em 01 de junho de 2026 e será encerrado em 01 de dezembro de 2027, com duração de até 18 meses.Small cap favorita do Itaú BBARecentemente o Itaú BBA elevou o preço-alvo de Mater Dei (MATD3) de R$ 7 para R$ 7,50 por ação ao final de 2026, reiterando a recomendação de compra e a posição de small cap favorita da casa, após resultados melhores do que o esperado no primeiro trimestre de 2026. Na visão da equipe de analistas liderada por Vinicius Figueiredo, o Mater Dei continua entregando resultados operacionais sólidos, sustentados por seu posicionamento premium em Belo Horizonte e pela maturação de seus projetos de expansão.“A venda do Porto Dias fortaleceu significativamente o balanço patrimonial e acelerou o processo de desalavancagem, reforçando a disciplina da companhia na alocação de capital. Ao mesmo tempo, o crescimento contínuo da receita e a expansão de margens devem sustentar um CAGR (taxa de crescimento anual composta) de lucro de aproximadamente 40% entre 2026 e 2028”, diz a casa.O BBA destaca que a rede de hospitais tem consistentemente superado as expectativas, e o primeiro trimestre deste ano não foi exceção.“O crescimento da receita foi impulsionado por maiores taxas de ocupação e pela continuidade da expansão do tíquete médio, enquanto as margens apresentaram melhora significativa na comparação anual”, pontuam os analistas.A rede de hospitais Mater Dei teve lucro líquido ajustado de R$ 36 milhões no primeiro trimestre de 2026, avanço sobre os R$ 20 milhões no mesmo período do ano passado.O Ebitda, ou resultado operacional, da companhia no período cresceu 34,6% em termos ajustados, para R$ 130 milhões, com a margem passando de 19,3% para 22,6%.A receita líquida subiu 15%, a R$ 575 milhões, com valor médio por leito subindo 8,4%, taxa de ocupação crescendo 4,4 pontos percentuais, enquanto os leitos operacionais ficaram praticamente estáveis, a 1.168 unidades.A empresa encerrou o trimestre com alavancagem financeira de 1,4 vez desconsiderando recompra de ações e dividendos, abaixo do múltip de 1,6 de um ano antes.