A Raízen (RAIZ4) apresentou seu plano de recuperação para as suas frentes de combustíveis (Raízen Combustíveis) e de etanol, açúcar e bioenergia (Raízen Energia).A empresa fará assembleias com os representantes de papéis como Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) e debentures para definir os próximos passos para solucionar os R$ 65,4 bilhões em dívidas que abarcam o plano de recuperação extrajudicial.Desse total, R$ 12,12 bilhões são créditos de debêntures e CRAs que, em sua maior parte, estão nas mãos de pessoas físicas.Antes da assembleia geral principal, prevista para 8 de junho de 2026, os investidores poderão votar se aceitam ou não o plano geral de reestruturação. A proposta de refinanciamento da dívida precisa ser aprovada por maioria simples dos credores (mais de 50%) para entrar em vigor.A Raízen propôs três opções diferentes para os investidores. O primeiro plano converte parte da dívida em ações (45%) e o restante (55%) em novos títulos com prazos mais longos. Nesse caso, o investidor vira acionista e continua credor da empresa.Já a segunda proposta prevê que o investidor aceite um desconto de 80% sobre o valor da dívida, recebendo apenas 20% do total, em um único pagamento no futuro previsto para março de 2047.Por fim, o terceiro plano é voltado para pequenos investidores. Ele oferece pagamento mais rápido em dinheiro, equivalente a 75% da dívida, limitado a R$ 9.750. No entanto, existe um limite global de recursos para esse plano, o que pode levar a rateios caso a demanda seja maior do que o montante disponível.A escolha entre as formas de pagamento acontece apenas caso a Assembleia Geral aprove o plano geral de reestruturação e receba a homologação do juiz. Neste caso, a implementação está prevista até março de 2027.*Com supervisão de Vitor Azevedo