Microsoft apresenta chip quântico Majorana 2 com estabilidade recorde e IA

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A Microsoft apresentou na terça-feira (2), durante sua conferência Build em São Francisco, o chip de computação quântica Majorana 2. O dispositivo sucede um modelo lançado há um ano que havia sido recebido com ceticismo por parte dos especialistas. Desta vez, a empresa afirma ter alcançado avanços decisivos e estabeleceu uma meta ambiciosa: ter um computador quântico comercialmente viável até 2029 – metade do prazo estimado anteriormente.De acordo com a companhia aplicar avanços recentes em IA agente, especialmente projetada para acelerar o processo científico e impulsionar a colaboração, a equipe quântica está superando barreiras importantes de confiabilidade, velocidade e tamanho que limitavam a aplicação da computação quântica em cenários da vida real.O Majorana 2 opera com 12 qubits, contra 8 da versão anterior. Mas a evolução mais significativa, segundo a Microsoft, está na estabilidade. Os novos qubits se mantêm operacionais por mais de 20 segundos, um salto enorme em relação aos menos de 12 milissegundos do chip anterior. O componente também substitui conectores de alumínio por um supercondutor de chumbo, o que contribui para o ganho de desempenho.Chip feito com ajuda de IAEnquanto concorrentes como Google e IBM seguem caminhos diferentes, a Microsoft aposta nos chamados qubits topológicos – quasipartículas batizadas em homenagem ao físico italiano Ettore Majorana. A promessa é que essa arquitetura seja inerentemente mais resistente a erros, um dos maiores gargalos da computação quântica. Os qubits convencionais são extremamente frágeis: exigem temperaturas próximas do zero absoluto e são muito suscetíveis a falhas de cálculo.“Com base nesse rápido progresso, estamos acelerando nosso roteiro”, afirmou Chetan Nayak, executivo da Microsoft responsável por hardware quântico. “Reduzimos nosso cronograma pela metade e agora pretendemos atingir essa meta até 2029.”Majorana 2 – John Brecher /Microsoft.Supervisão da DARPA e controvérsia superadaA Microsoft não tornou públicos todos os detalhes técnicos do Majorana 2. Em vez disso, compartilhou integralmente seus dados com a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA), do Pentágono, que avalia o projeto semanalmente. “Expusemos todos os nossos dados a eles, tudo”, disse Zulfi Alam, pesquisador da Microsoft, em teleconferência com jornalistas. Segundo ele, entregar as informações a concorrentes ou laboratórios não faria sentido comercial.“A inteligência artificial agenciada permeou quase tudo o que fazemos — tornou-se uma parte muito natural do nosso fluxo de trabalho”, disse Nayak.A decisão de buscar validação externa vem após um episódio delicado. O lançamento do primeiro Majorana, há um ano, foi alvo de críticas – pesquisadores questionaram as evidências apresentadas pela Microsoft. Além disso, estudos quânticos anteriores apoiados pela empresa foram retratados. Agora, a aposta da Microsoft é que a combinação de avanços técnicos e a chancela da DARPA ajudem a consolidar sua posição.A computação quântica promete revolucionar setores como finanças, medicina e criptografia, resolvendo problemas que estão além da capacidade dos computadores clássicos. A Microsoft aposta que sua abordagem singular com qubits topológicos lhe dará vantagem na corrida para construir a primeira máquina quântica verdadeiramente útil. O Majorana 2 representa o passo mais recente – e, segundo a empresa, mais sólido – nessa direção.O post Microsoft apresenta chip quântico Majorana 2 com estabilidade recorde e IA apareceu primeiro em Olhar Digital.